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Milhares na rua contra aumento da idade da reforma em França

Manifestantes em França contestam aumento da idade da reforma
Manifestantes em França contestam aumento da idade da reforma Direitos de autor Robert Edme/Copyright 2023 The AP. All rights reserved
Direitos de autor Robert Edme/Copyright 2023 The AP. All rights reserved
De  Euronews
Publicado a Últimas notícias
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País conta com manifestações e comícios a decorrer em todo o país. Vários serviços estão nos mínimos, devido a greve geral.

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Um pouco por toda a França o cenário é idêntico: greve geral e milhares de pessoas nas ruas contra a reforma das pensões

O governo de Emmanuel Macron propõe alterar os critérios para a aposentação. Uma das medidas mais polémicas é o aumento da idade da reforma de 62 para 64 anos, com 43 anos de descontos. 

Sindicatos e partidos da esquerda prometem manter a contestação. 

A participar na manifestação em Marselha, o líder do partido França Insubmissa, Jean-Luc Mélenchon, classificou o movimento como "uma espécie de revolta cidadã" em protesto "contra o facto de o governo querer tirar-lhes esta coisa muito simples que é o direito de levar uma existência humana e, portanto, de deixar de trabalhar após uma certa idade, porque o corpo, a mente, os nervos, tudo está desgastado".

A greve, dizem os sindicatos, está a mobilizar mais setores do que nunca e conta já com mais participantes do que a primeira ronda, realizada a 19 de janeiro. Vários serviços, como os dos transportes, estão nos mínimos.

Os números definitivos ainda estão por apurar, mas o protesto está também a contar com a adesão dos mais jovens.

As reformas mais baixas das mulheres - geralmente penalizadas pelas condições laborais - é outra das questões que têm dominado o debate da reforma das pensões.

O governo francês já se mostrou aberto ao diálogo. Ainda este sábado a primeira-ministra francesa, Élisabeth Borne, recorreu ao Twitter para reforçar a sua abertura ao debate "com todos os que o desejarem".

Mas, na prática, o governo francês tem estado disponível apenas para pequenas modificações, que não satisfazem os manifestantes, uma inflexibilidade que a união intersindical promete continuar a combater na rua.

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