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Objetos voadores causam tensão diplomática entre Washington e Pequim

Restos do balão de vigilância chinês, recuperados no Oceano Atlântico.
Restos do balão de vigilância chinês, recuperados no Oceano Atlântico. Direitos de autor Petty Officer 1st Class Ryan Seelbach/AP
Direitos de autor Petty Officer 1st Class Ryan Seelbach/AP
De  Ricardo Figueira
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EUA justificam abate dos objetos e negam origem extraterrestre. China diz que EUA já mandaram balões para o seu território.

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O mistério dos objetos abatidos sobre o céu da América do Norte, nos últimos dias, está a azedar as relações entre Washington e Pequim

Quanto ao primeiro, os Estados Unidos dizem ser um balão-espião enviado pela China. Quanto aos três outros objetos, ainda não há certeza sobre a origem ou a função, mas a Casa Branca diz ter certeza sobre uma coisa: Vêm deste planeta.

Disse Karine Jean-Pierre, secretária de imprensa da Casa Branca: "Sei que tem havido perguntas e preocupações sobre isto, mas não há, mais uma vez, nenhuma indicação de extraterrestres ou atividade extraterrestre".

Não há nenhuma indicação de extraterrestres ou atividade extraterrestre.
Karine Jean-Pierre
Secretária de Imprensa da Casa Branca

Mesmo assim, a Casa Branca sentiu a necessidade de defender a razão pela qual abateu os objetos. Além de serem um perigo para o tráfego aéreo comercial, os EUA dizem agora que a China tem um programa de balões ligado ao seu exército.

"Apesar de não termos indicações de que qualquer um destes três objetos fosse de vigilância, não podíamos descartar essa possibilidade. E, por isso, não podemos errar em termos de proteção da nossa segurança nacional", disse John Kirby, porta-voz do Conselho Nacional de Segurança da Casa Branca.

Pequim rejeitou inicialmente os argumentos dos EUA. Agora diz que Washington foi quem primeiro enviou balões para o seu espaço aéreo.

"É comum que os balões americanos entrem ilegalmente no espaço aéreo de outros países. Só desde o ano passado, os balões americanos de alta altitude sobrevoaram ilegalmente o espaço aéreo da China mais de dez vezes, sem qualquer aprovação das autoridades chinesas relevantes. A primeira coisa que os EUA devem fazer é olhar para si mesmos e mudar de rumo em vez de caluniar a China e incitar ao confronto", disse Wang Wenbin, porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros chinês.

Só desde o ano passado, os balões americanos de alta altitude sobrevoaram ilegalmente o espaço aéreo da China mais de dez vezes.
Wang Wenbin
Porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros chinês

Este é apenas o último episódio numa história de relações diplomáticas tensas, nomeadamente em relação à questão de Taiwan.

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