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Milhares de pessoas protestaram no México contra a reforma eleitoral

Manifestantes contra a reforma eleitoral na Cidade do México
Manifestantes contra a reforma eleitoral na Cidade do México Direitos de autor Fernando Llano/Copyright 2023 The AP. All rights reserved.
Direitos de autor Fernando Llano/Copyright 2023 The AP. All rights reserved.
De  Maria Barradas com Agências
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Milhares de pessoas protestaram na maior praça da Cidade do México contra a reforma eleitoral decidida pelo presidente qu,e dizem, "ameaça a democracia"

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Dezenas de milhares de pessoas encheram a vasta praça principal da Cidade do México, no domingo, para protestar contra as reformas da lei eleitoral que dizem "ameaçar a democracia".

Muitos manifestantes vestiram-se de branco e rosa - as cores do Instituto Nacional Eleitoral (INE) - e gritaram slogans como "Não toquem no meu voto!"

As reformas propostas pelo presidente Andrés Manuel López Obrador, que foram aprovadas na semana passada, reduzem o financiamento dos gabinetes eleitorais locais, os salários e a formação dos cidadãos que operam e supervisionam as mesas de voto.

O diploma também prevê a redução das sanções para os candidatos que não comuniquem as despesas da campanha eleitoral.

López Obrador rejeita as críticas como elitistas, e defende que o instituto eleitoral gasta demasiado dinheiro, fundos que deveriam ser gastos com os pobres.

Apesar de esperar que o Supremo Tribunal o contrarie, o presidente mexicano diz que vai assinar as alterações à legislação eleitoral.

Muitos mexicanos manifestaram no domingo a esperança de que o Supremo Tribunal do México derrube partes da reforma, como os tribunais fizeram com outras iniciativas presidenciais.

Lorenzo Cordova, chefe do Instituto Nacional Eleitoral, disse que "as reformas procuram cortar os empregos de milhares de pessoas que trabalham todos os dias para garantir eleições dignas de confiança, algo que, naturalmente, representará um risco para futuras eleições".

As reformas procuram cortar os empregos de milhares de pessoas que trabalham todos os dias para garantir eleições dignas de confiança, algo que, naturalmente, representará um risco para futuras eleições.
Lorenzo Cordova
Chefe do Instituto Nacional Eleitoral do México

É mais um braço de ferro entre o presidente e os tribunais. No passado, López Obrador atacou frequentemente o poder judicial do México e afirmou que os juízes fazem parte de uma conspiração conservadora contra a sua administração.

A forte pressão do presidente contra o poder judiciário, bem como contra as agências reguladoras e de supervisão, suscitou receios entre alguns de que ele esteja a tentar restabelecer as práticas do antigo PRI, que alterou as regras para manter a presidência do México durante 70 anos, até à sua derrota nas eleições de 2000.

As eleições no México regem-se pelos padrões internacionais, em parte porque quase todo o financiamento legal de campanhas é, por lei, fornecido pelo governo.

O INE também emite os cartões seguros de identificação do eleitor que são a forma de identificação mais comummente aceite no México, e supervisiona a votação nos recantos remotos e muitas vezes perigosos do país.

O que parece irritar particularmente o presidente mexicano no caso do INE é o facto de alguns altos funcionários eleitorais terem um salário superior ao do presidente.

López Obrador continua a ser muito popular no México, com índices de aprovação de cerca de 60%.

Embora não possa concorrer à reeleição, o seu partido Morena é favorito nas eleições nacionais do próximo ano e a oposição está em desordem.

Uma das participantes na manifestação de domingo, comentou no twitter.

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