Explosões em toda a Ucrânia provocam cortes de energia

Rússia lançou grande ofensiva na Ucrânia, esta quinta-feira
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Bombardeamentos russos começaram esta noite e já fizeram pelo menos cinco mortos e vários feridos.

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Um pouco por toda a Ucrânia, a noite foi passada em claro ao som das sirenes de alarme. Mísseis russos atingiram várias cidades do território, com vítimas registadas.

O governador de Lviv, Maksym Kozytskyi, afirma que o ataque à cidade foi responsável por pelo menos cinco mortos e vários feridos.

Anton Gerashchenko, ministro da Administração Interna da Ucrânia

Em Kiev, o autarca Vitalii Klychko confirmou a existência de "duas vítimas" no bairro de Svyatoshinsky . De acordo com a porta-voz do presidente Volodymyr Zelenskyy, Iuliia Mendel, os bombardeamentos provocaramdois feridos.

Segundo o jornalista Euan MacDonald, do New Voice of Ukraine, uma outra explosão na região de Kiev ocorreu "perto de Troyeshyna, na margem esquerda de Dnipro", onde "há uma central termoeléctrica nas proximidades".

Uma parte da capital ucraniana está já a sofrer cortes de energia e, de acordo com opresidente da câmara, 40% da cidade permanece sem acesso a eletricidade.

Também de outras cidades, como Odessa, Kharkiv e Zaporíjia, chegam relatos de explosões, com mísseis a atingir infraestruturas energéticas.

A central nuclear de Zaporíjia, ocupada pelo exército russo, ficou sem ligação à rede elétrica ucraniana na sequência de um ataque russo, revelou esta madrugada o operador da central, advertindo para o risco de acidente.

"A última linha de comunicação entre a central nuclear ocupada de Zaporíjia e a rede elétrica ucraniana foi cortada devido aos ataques de mísseis" russos, indicou, em comunicado, a Energatom, precisando que geradores de emergência estão a garantir a alimentação mínima da central.

"Não podemos descartar que Bakhmut caia nos próximos dias", diz líder da NATO

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A informação é desmentida pela Ucrânia, mas o secretário-geral da NATO reconhece que pode ser uma questão de dias até a cidade cair nas mãos de Moscovo.

Jens Stoltenberg rejeita, no entanto, que a situação reflita "necessariamente qualquer ponto de viragem da guerra", apesar de o presidente Volodymyr Zelenskyy alertar que a tomada de Bakhmut será uma “estrada aberta” para as tropas russas conquistarem outras cidades.

Passado mais de um ano de guerra, a defesa do território ucraniano continua a ser discutida também em Bruxelas, onde os ministros europeus da Defesa se preparam para aprovar a compra conjunta de munições. A medida, avaliada em mil milhões de euros, vai servir para reforçar a capacidade militar da a Ucrânia e reabastecer os stocks da União.

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