Bakhmut: A batalha mais longa e sangrenta da guerra na Ucrânia

Soldado ucraniano na região de Donetsk
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Intensificam-se os combates em Bakhmut. Para Moscovo é crucial avançar; para Kiev é importante provocar baixas e desgastar as tropas russas

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A luta na cidade ucraniana de Bakhmut voltou a aumentar de intensidade, com a pressão das forças russas, na região de Donetsk.

A oeste da cidade, bombardeamentos e ataques de mísseis atingiram a povoação de Kostiantynivka, ferindo civis e danificando edifícios residenciais.

As infraestruturas em Bakhmut já estão destruídas, incluindo pontes ferroviárias e rodoviárias, na mais longa e sangrenta batalha da guerra, descrita por alguns como um 'verdadeiro inferno'.

E a situação promete prolongar-se. Yevgeny Prigozhin, o chefe da empresa militar privada 'Wagner' disse que abriu centros de recrutamento em 42 cidades da Federação Russa.

O anúncio faz parte da estratégia de luta de poder com o Ministério da Defesa russo, numa altura em que se fala que o exército russo se prepara para incorporar mais 400 mil recrutas.

A Rússia declarou, na quarta-feira, o  "controlo total" sobre a parte oriental de Bakhmut.

Apesar das perdas significativas de vidas humanas e meios militares, numa intensa guerra de trincheiras, a que muitos chamam um "triturador de carne", nenhuma das partes pretende desistir da cidade, cada uma pelas suas razões.

Para Moscovo,  tomar Bakhmut seria um passo decisivo para capturar toda a região industrial de Donbas, na Ucrânia, um objetivo importante. O ministro da Defesa da Rússia, Sergei Shoigu, afirmou na terça-feira que ocupar a cidade abriria um buraco nas defesas ucranianas e permitiria avançar mais fundo.

Kiev, por seu turno, decidiu esta semana continuar a defesa da pequena cidade, contrariamente a sinais anteriores de possível retirada.

Numa entrevista ao jornal italiano La Stampa, o assessor do presidente, Mykhailo Podolyak, disse que Kiev tem dois objetivos: "Reduzir as forças russas o máximo possível e prendê-las em algumas batalhas cansativas importantes, para interromper a sua ofensiva enquanto concentramos os nossos recursos em outro lugar, para a contraofensiva da primavera".

Podolyak afirma que a luta em "Bakhmut é completamente eficaz, superando até mesmo os seus objetivos principais."

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