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Azovstal: A batalha decisiva

Anton, Oleg e Rustam sobreviveram até agora a um dos capítulos mais mortíferos da guerra contra a Ucrânia
Anton, Oleg e Rustam sobreviveram até agora a um dos capítulos mais mortíferos da guerra contra a Ucrânia Direitos de autor euronews
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De  Anelise BorgesEuronews
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Durante quase três meses, forças ucranianas - assim como civis - refugiaram-se na imensa rede de túneis da fábrica

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Um ano após o cerco à fábrica de aço Azovstal em Mariupol, na Ucrânia, esta edição de Witness dá-nos a conhecer as experiências de algumas pessoas diretamente envolvidas.

Durante quase três meses, forças ucranianas - assim como civis - refugiaram-se na imensa rede de túneis da fábrica.

Viemos reforçar o regimento Azov. Entrámos nas posições, sem conhecer o terreno, nem de onde poderia vir o inimigo
Rustam Babayev
Fuzileiro

Estes ucranianos tornaram-se o foco da resistência de todo o país. A Azovstal permaneceu como símbolo da brutalidade de Moscovo e da capacidade de Kiev para lhe fazer frente.

"Percebemos que quanto mais tempo aguentássemos Azovstal e Mariupol, mais tempo o exército russo estaria concentrado em nós", explicou-nos Oleg Karamov, em dezembro. Este fuzileiro de 30 anos abrigou-se na fábrica, enquanto as forças russas procuravam tomar a cidade.

Oleg e os seus camaradas da 36ª Brigada de Fuzileiros Navais estavam estacionados em Mariupol desde antes da guerra. Dias após a invasão inicial da Ucrânia, em fevereiro, receberam ordens para se retirarem para a aldeia de Volonterivka e, mais tarde, para a fábrica de metal de Ilyicha, ambas localizadas em Mariupol.

"Levámos os nossos feridos, levámos os nossos mortos o mais longe possível", conta Oleg. Em abril, a brigada mobilizou-se para junto do regimento de Azov, na Azovstal. "A primeira linha de tropas atravessou à noite", recorda Oleg. "[Os soldados] conseguiram passar sem mortes e sem feridos".

Outro soldado da 36ª Brigada de Fuzileiros Navais, Anton Ivlev, afirma que, quando chegaram à fábrica, a destruição era colossal. "Não havia estradas, não havia comunicações, nada".

Levámos os nossos feridos, levámos os nossos mortos o mais longe possível
Oleg Karamov
Fuzileiro

Rustam Babayev, da mesma brigada que Oleg e Anton, explica o seguinte: "Viemos reforçar o regimento Azov. Entrámos nas posições, sem conhecer o terreno, nem de onde poderia vir o inimigo. Também não tínhamos munições. Houve muitas baixas".

Anton Ivlev, Oleg Karamov e Rustam Babayev sobreviveram até agora a um dos capítulos mais mortíferos da guerra da Rússia contra a Ucrânia.

Um número desconhecido de soldados permanece enterrado sob escombros, e milhares tornaram-se prisioneiros russos quando Kiev concordou em depor armas numa tentativa de limitar o número de mortos.

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