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Aliados já entregaram quase todas as armas prometidas à Ucrânia

Jens Stoltenberg, Secretário-Geral da NATO
Jens Stoltenberg, Secretário-Geral da NATO Direitos de autor  Matthias Schrader/AP Photo
Direitos de autor Matthias Schrader/AP Photo
De Maria Barradas com Agências
Publicado a Últimas notícias
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A Ucrânia recebeu quase 98% dos veículos de combate prometidos: 1550 veículos blindados, 230 tanques e grandes quantidades de munição.

A Ucrânia está numa posição forte para retomar o território ocupado das forças russas depois de os aliados terem entregado a Kiev quase todos os veículos de combate prometidos.

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Palavras do secretário-geral da NATO, esta quinta-feira, durante uma conferência de imprensa com o primeiro-ministro do Luxemburgo, Xavier Bettel. 

Jens Soltenberg detalhou: "Através do grupo de contato, liderado pelos Estados Unidos, aliados e parceiros da NATO forneceram apoio sem precedentes à Ucrânia: mais de 98% dos veículos de combate prometidos à Ucrânia já foram entregues. Isso significa mais de 1.550 veículos blindados, 230 tanques e outros equipamentos, incluindo grandes quantidades de munição".

Stoltenberg acrescentou que os aliados treinaram "mais de nove novas brigadas blindadas ucranianas", enfatizando que a Ucrânia deve ter força militar para enviar uma mensagem clara ao presidente Putin de que ele não prevalecerá no campo de batalha e que o conflito deve ser resolvido através de negociações pacíficas.

Desde o início da ofensiva russa, em fevereiro de 2022, os membros da NATO também forneceram sistemas de defesa antiaérea, artilharia e aviões de combate MIG-29 de fabrico soviético na Polónia e na Chéquia. Além disso, treinaram dezenas de milhares de militares ucranianos em armas usadas pelos exércitos da Aliança Atlântica.

Jens Stoltenberg, pede, no entanto, para "nunca se subestimar" a Rússia. "As forças russas podem não ter qualidade, mas estão a recuperar na quantidade e Moscovo continua a mobilizar mais pessoal", lembrou, reafirmando: "Estaremos ao lado da Ucrânia pelo tempo que for necessário e forneceremos o que ela precisar".

As forças russas podem não ter qualidade, mas estão a recuperar na quantidade e Moscovo continua a mobilizar mais pessoal
Jens Stoltenberg
Secretário-geral da NATO

Conversa telefónica de Volodymyr Zelenskyy com Xi Jinping

Na mesma conferência de imprensa o líder da NATO congratulou-se com o facto de Volodymyr Zelenskyy e Xi Jinping terem conversado ao telefone pela primeira vez desde o início da invasão russa da Ucrânia.

A Ucrânia e a China abriram na quarta-feira a janela para o diálogo com a primeira conversa desde o início da guerra e com perspetivas muito diferentes sobre como abordar o caminho da paz.

Na conversa que, segundo Zelenskyy, terá durado cerca de uma hora, Xi defendeu uma solução pacífica para o conflito; defendeu a integridade territorial da Ucrânia e garantiu que Pequim não "observará o conflito de longe esperando obter lucros" nem "lançará mais lenha no fogo".

O presidente chinês  anunciou ter nomeado um representante especial com o objetivo de "levar a cabo uma comunicação profunda com todas as partes sobre uma solução política para a crise".

Segundo o Ministério dos Negócios Estrangeiros chinês, trata-se do antigo embaixador da China na Rússia, Li Hui.

Zelenskyy, por sua vez, anunciou a nomeação de Pavló Rabikin como novo embaixador em Pequim, onde a representação ucraniana era liderada desde, fevereiro de 2021 pela encarregada de negócios. 

O presidente da Ucrânia publicou um tweet em mandarin com a seguinte mensagem: "Tive uma longa e informativa conversa telefónica com o presidente Xi Jinping. Acreditamos que este telefonema e a nomeação do embaixador ucraniano na China promoverão fortemente o desenvolvimento das relações bilaterais".

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