Kremlin acusa Ucrânia de tentar matar Putin mas Kiev desmente

Vladimir Putin em Moscovo, no passadoi dia 27 de abril
Vladimir Putin em Moscovo, no passadoi dia 27 de abril Direitos de autor Artem Geodakyan, Sputnik, Kremlin Pool Photo via AP
Direitos de autor Artem Geodakyan, Sputnik, Kremlin Pool Photo via AP
De  Francisco Marques
Partilhe esta notíciaComentários
Partilhe esta notíciaClose Button

Rússia atribui à Ucrânia o ataque com drones contra a residência oficial do Presidente e ameaça retaliar "onde e quando entender"

PUBLICIDADE

A Ucrânia conduziu um ataque com drones contra a residência oficial do Presidente da Federação Russa. Duas aeronaves não tripuladas foram neutralizadas, assegura o Kremlin, e Vladimir Putin está bem.

Entretanto, Mykhaïlo Podoliak, conselheiro do presidente ucraniano, transmitiu aos jornalistas que "claro que Kiev não tem nada a ver com o ataque de drones contra o Kremlin". 

"Uma tentativa de ataque com drones contra a residência do presidente da Federação Russa no Kremlin foi realizada esta noite pelo regime de Kiev", anunciou o serviço de imprensa da presidência da Rússia.

A mesma fonte, citada pela agência estatal russa Tass, explica que "dois drones foram direcionados ao Kremlin", mas as ações oportunas tomadas por militares e serviços especializados em sistemas de controlo por radar" permitiram deixar "os drones inoperacionais".

"Consideramos estas ações como um ato terrorista planeado e um atentado contra o Presidente da Federação Russa, levado a cabo na véspera do Dia da Vitória e da parada de 9 de Maio, na qual está também prevista a presença de convidados estrangeiros."
Kremlin
Comunicado

"A queda e a dispersão de fragmentos pelo perímetro do Kremlin não causou vítimas nem danos materiais", acrescentou o Kremlin, garantindo ainda que "o Presidente da Federação Russa não ficou ferido na sequência do atentado terrorista" e que "o horário de trabalho" do chefe de Estado e Governo da Rússia "não sofreu quaisquer alterações e continua como habitualmente".

"A Rússia reserva-se o direito de retaliar onde e quando entender", conclui o comunicado.

Outras fontes • Tass

Partilhe esta notíciaComentários

Notícias relacionadas

Zelenskyy pede em Haia "justiça em larga escala"

Estados Unidos negam envolvimento em alegado ataque com drones ao Kremlin

Ucrânia já perdeu quase 500 crianças e Rússia 20 mil homens desde dezembro