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Um ano depois de assassinatos na Amazónia continua-se à espera de Justiça

Familiares e amigos de Dom Phillips e Bruno Pereira clamam por Justiça, no Rio de Janeiro
Familiares e amigos de Dom Phillips e Bruno Pereira clamam por Justiça, no Rio de Janeiro Direitos de autor Bruna Prado/Copyright 2023 The AP. All rights reserved.
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De  Nara Madeira
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Familiares e amigos de Bruno Pereira e Dom Phillips, assassinados há um ano no estado do Amazonas, marcaram a data no Rio de Janeiro pedindo justiça.

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Familiares e amigos de Bruno Pereira e Dom Phillips, assassinados há um ano no estado do Amazonas, marcaram a data no Rio de Janeiro pedindo justiça. O indígena, e especialista nestes povos, e o repórter britânico foram mortos a tiro quando regressavam à região do vale do Javari. A mulher do britânico continua incrédula e não se resigna.

Foi roubado da minha família, dos meus amigos (...) pela ganância, pela falta de fiscalização, propositada, do governo anterior.
Alessandra Sampaio
viúva de Dom Phillips

A viúva do jornalista britânico firmava sentir-se revoltada e acrescentava que pretendia usar o nome do marido "a favor da conservação". Alessandra Sampaio esclarecia que vai criar uma fundação com o nome de Dom Phillips. O objetivo é divulgar informações relevantes sobre a Amazónia.

Lula lembra legado deixado à Amazónia

Também o presidente do Brasil, Lula da Silva, lembrou os dois homens no dia em que se completou um ano das suas mortes. O chefe de Estado frisava que eles deixam um legado de luta pelo meio ambiente e de defesa dos povos indígenas.

Em defesa da Amazónia

Dom Phillips estava a escrever sobre a sustentabilidade da floresta Amazónica e a relação com os seus habitantes, e tinha já participado noutras missões com o indígena que acabou também por ser vítima de uma emboscada. A polícia fala em crime premeditado.

Os dois homens foram vistos pela última vez num barco no Vale do Javari, que faz fronteira com o Peru e a Colômbia.

De acordo com o canal de televisão brasileiro Globo 40 pessoas, não-indígenas foram já assassinadas no Vale do Javari, área onde há conflitos violentos entre pescadores, caçadores furtivos e agentes da autoridade. A Globo, citando um ex-presidente da Fundação Nacional dos Povos Indígenas, Sydnei Possuelo, dizia que do lado dos povos locais ninguém conta os mortos. 

Há outro problema que cresce nestas terras, o tráfico de droga. A cocaína, outrora plantada na Cordilheira dos Andes floresce agora na Amazónia. Bruno Pereira, explicava a Globo, tinha descoberto que há indígenas e habitantes locais que estão a ser aliciados para plantar coca.

Os povos indígenas têm vindo a pedir, à muito, que as autoridades ajam para combater as atividades ilegais na região. À ONU News, a ministra dos povos indígenas do Brasil dizia que o governo pretende implementar um plano de segurança e fiscalização que envolve diversos ministérios.

À espera de Justiça

Três pescadores estão detidos por suspeita de autoria dos assassinatos. Mas a polícia brasileira acusa agora um outro homem, o alegado líder de uma organização criminosa transnacional, de ser o mandante dos crimes. Por agora, não há perspetivas de julgamento.

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