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A revolta do Grupo Wagner no futuro de Putin: o que esperar

Máscaras com as faces de Yevgeny Prigozhin e Vladimir Putin
Máscaras com as faces de Yevgeny Prigozhin e Vladimir Putin Direitos de autor AP Photo/Arquivo
Direitos de autor AP Photo/Arquivo
De  Euronews
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Analistas da política russa explicam na Euronews o impacto da rebelião dos mercenários de Yevgeny Prigozhin no Kremlin e na invasão da Ucrânia

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A revolta do líder do grupo Wagner, Yevgeni Prigozhin, deixou várias interrogações em torno da posição de Vladimr Putin como Presidente da Rússia.

Mira Milosevich, investigadora especialista sobre a Rússia no Real Instituto Elcano, de Madrid, em Espanha, não vê ainda assim indícios de que esta revolta possa vir a revelar-se o princípio do fim de Putin.

"A aura de grande mediador e de pilar da estabilidade da Rússia está, de momento, muito danificada. Agora, uma coisa é prejudicar a imagem, outra é prejudicar o poder dele. O verdadeiro poder dele", aponta Milosevich, convicta de que a fragilidade de Putin é mais política que militar.

“Neste momento, não há indicações claras de que a revolta ameace seriamente o poder de Vladimir Putin. A transferência de poder já aconteceu, do grupo Wagner para as força armadas russas. Por isso, não haverá quebra na coordenação da resposta militar da Rússia na Ucrânia", considera.

Em entrevista à Euronews, a investigadora disse que "o Wagner é um grupo ofensivo" e, por isso, "neste momento, a Rússia não precisa dele". "Não é [atualmente um grupo] indispensável porque a Rússia tem agora uma estratégia defensiva perante a contraofensiva da Ucrânia", explicou.

No terreno, a crise também parece estar a afetar o moral das tropas russas. Alguns analistas, alegam que alguns dos soldados "nunca compreenderam os objetivos da operação militar".

Além disso, Putin deverá estar a preparar alterações nas lideranças militares e no governo. Especula-se até que Putin vá promover alterações, aproveitando as eleições de 2024 como pretexto.

"Não sinto Putin satisfeito com os militares. Parece que não confia muito nos militares russos porque Prigozhin criticou-os diretamente e em público, e Putin permitiu-o", argumenta Oleg Ignatov, analista do "International Crisis Group", acrescentando que "tudo se foi desenrolando porque Putin não confiava nem confia nos próprios militares".

Embora as dúvidas aumentem na Rússia sobre o rumo da guerra, com o ministro Shoigu ainda a manter-se aos comandos da Defesa, não são esperadas consequências imediatas no terreno.

"Continua a ser uma guerra severa. O exército russo ainda tem muitos problemas na Ucrânia e o exército ucraniano também tem muitos problemas no terreno. Não antevejo consequências imediatas no teatro de guerra", conclui Ignatov.

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