Human Rights Watch alerta para "graves abusos" contra ativistas cometidos pela polícia angolana

Vigília por justiça para as vítimas da violência policial em Angola. Lisboa, Portugal - julho 2023
Vigília por justiça para as vítimas da violência policial em Angola. Lisboa, Portugal - julho 2023 Direitos de autor ANTONIO PEDRO SANTOS/ 2023 LUSA - LUSA, S.A.
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Human Rights Watch pede investigação imparcial a alegados "graves abusos" contra ativistas, cometidos por elementos da polícia angolana.

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A Human Rights Watch afirma que "membros da Polícia Nacional de Angola e do seu Serviço de Investigação Criminal, bem como do Serviço de Segurança e Inteligência do Estado (...) tem sido implicada em vários casos de execuções extrajudiciais e outros homicídios ilícitos". 

Uma informação avançada pela organização não-governamental que, refere, resulta de "vários casos que documentou entre janeiro e junho", deste ano. Foram entrevistadas 32 pessoas, por telefone, "incluindo vítimas de abusos e familiares das mesmas, testemunhas e fontes de segurança em Luanda, a capital, bem como em Cabinda e Bié", referia a HRW, na sua página na internet.

Num relatório agora publicado por esta ONG lê-se que, pelo menos, "15 pessoas desarmadas" foram, alegadamente, alvo dessas violações tendo acabado mortas.

As forças de segurança angolanas cometeram mais de uma dúzia de homicídios ilegais, bem como vários outros abusos graves contra ativistas políticos e manifestantes pacíficos desde Janeiro de 2023.
Human Rights Watch

Os acusados são também visados por, supostas, "detenção arbitrária de centenas de outras pessoas". 

Human Rights Watch pede investigação urgente e imparcial

O organismo pede ao governo angolano que realize "investigações urgentes, imparciais e transparentes às alegadas violações de direitos" e que aplique "sanções adequadas" ou leve a "tribunal" os responsáveis.

Zenaida Machado, investigadora sénior para África da Human Rights Watch, exortava “as autoridades angolanas" a agirem "com urgência para acabar com as políticas e práticas abusivas da polícia e para garantir que é feita justiça".

Entre as "vítimas" estão, esclarece a Human Rights Watch, "ativivistas sociais e políticos, artistas que criticam, abertamente, o governo e manifestantes que organizaram ou participaram em atividades antigovernamentais pacíficas, em todo o país".

Outras fontes • Human Rights Watch

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