EventsEventosPodcasts
Loader
Encontra-nos
PUBLICIDADE

Dois anos de governação Talibã: Afeganistão vive crise humanitária sem precedentes

Afeganistão
Afeganistão Direitos de autor Ebrahim Noroozi/Copyright 2022 The AP. All rights reserved.
Direitos de autor Ebrahim Noroozi/Copyright 2022 The AP. All rights reserved.
De  Euronews
Publicado a Últimas notícias
Partilhe esta notíciaComentários
Partilhe esta notíciaClose Button
Copiar/colar o link embed do vídeo:Copy to clipboardCopied

Há dois anos os Talibãs recuperavam o poder no Afeganistão, desde então a situação Humanitária, e a das mulheres em particular, tem-se degradado enormemente.

PUBLICIDADE

A 15 de agosto de 2021 os Talibãs voltavam a tomavam o poder no Afeganistão e prometiam à comunidade internacional respeitar, de alguma forma, os direitos das mulheres. 

Dois anos volvidos as promessas não foram cumpridas e com sanções internacionais que estrangulam a economia, a necessidade de apoio humanitário às populações disparou.

Neil Turner, diretor do Conselho Norueguês para os Refugiados no Afeganistão explicava que o "principal problema, atualmente é o financiamento".

Para além da ajuda humanitária, precisamos de ajuda ao desenvolvimento e de ajuda a longo prazo. Precisamos de assistência ao desenvolvimento e de um compromisso a longo prazo para podermos colocar a economia do Afeganistão no caminho certo.
Neil Turner
diretor do Conselho Norueguês para os Refugiados no Afeganistão

A ONU manifestava grande preocupação com a situação das mulheres no país, que continua a deteriorar-se de dia para dia. São vítimas de violência sexual, psicológica, económica e administrativa. A sua liberdade de movimentos é limitada. Não estão autorizadas a estudar e a trabalhar, nem para organizações humanitárias o que põe em causa, mais ainda, o apoio às populações.

A vice-presidente da "ONU Femmes France" falava do impacto, para a população em geral, do fim do trabalho das mulheres. Carlotta Gradin explicava que "teve um impacto enorme" porque eram sobretudo as mulheres "os membros operacionais das ONG, prestavam ajuda à população. Isto significa que esta ajuda não está a ser entregue à população", frisava esta responsável.

Mas não são apenas as mulheres a sofrer às mãos dos Talibãs. A comunidade LGBT também tem desafios extremos pela frente. A Human Rights Watch denunciava o intensificar da violência e da discriminação contra estas pessoas.

Organizações humanitárias não-governamentais recordam que a maior crise humanitária do planeta está a ocorrer no Afeganistãoe pedem à comunidade internacional que não se esqueça da população deste país e das suas necessidades.

Partilhe esta notíciaComentários

Notícias relacionadas

Ajuda internacional custa a chegar ao Afeganistão

Balanço do terramoto no Afeganistão sobe para 2000 mortos

Ajuda humanitária em risco no Afeganistão por falta de mulheres