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Forças Armadas suecas vão ajudar polícia na luta contra onda de criminalidade sem precedentes

Cidade de Jordbro, na Suécia, onde um ataque vitimou uma pessoa
Cidade de Jordbro, na Suécia, onde um ataque vitimou uma pessoa Direitos de autor Nils Petter Nilsson / TT/Nils Petter Nilsson/TT
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De  Nara Madeira com AP, AFP
Publicado a Últimas notícias
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Primeiro-ministro sueco convoca Comandante das Forças Armadas e promete lutar contra gangues, alegadamente, responsáveis por onda de criminalidade sem precedentes.

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O primeiro-ministro sueco promete encetar uma feroz batalha contra grupos criminosos e, numa iniciativa pouco habitual, convocou o Comandante das Forças Armadas para que, ao lado da polícia, lidem com a onda de criminalidade sem precedentes. A reunião decorrerá esta sexta-feira. Não se sabe, ao certo, qual será o papel dos militares.

As declarações de Ulf Kristersson surgem na sequência de uma série de explosões que atingiram, recentemente, várias cidades da Suécia e que estão, alegadamente, relacionadas com a guerra entre gangues.

Vamos perseguir os gangues e vamos derrotá-los. Vamos levá-los à justiça. Se forem cidadãos suecos devem ser condenados a penas de prisão muito longas, se não forem cidadãos suecos devem ser deportados.
Ulf Kristersson
Primeiro-ministro da Suécia

Alegada luta entre gangues semeia o terror

Na segunda e terça-feira, ocorreram duas fortes explosões. Uma delas, em Uppsala, matou uma mulher de 25 anos, que não seria o alvo do ataque. Um outro ataque, em Jordbro, vitimou um homem. Na quarta-feira, um jovem tinha sido também morto, nos subúrbios de Estocolmo. Já aconteceram várias detenções relacionadas com estas situações.

Só este mês, já morreu mais de uma dezena de pessoas, incluindo adolescentes, em todo o país. Mais de 60 pessoas faleceram em tiroteios, no ano passado, o número mais elevado de que há registo. De acordo com o "Conselho Nacional Sueco para a Prevenção da Criminalidade" em 2022, perderam a vida 116 pessoas devido a violência letal, incluindo homicídio, homicídio involuntário e agressão.

Os meios de comunicação social suecos afirmam que as mais recentes explosões estão ligadas a uma rixa entre grupos criminosos. Dois gangues, um liderado por um cidadão sueco-turco, que vive na Turquia, e outro pelo seu antigo número dois, estarão em conflito pelo domínio de drogas e armas. Uma rede conhecido por "Foxtrot".

Suspeita-se que os referido bandos criminosos recrutem, muitas vezes, adolescentes em bairros de imigrantes socialmente desfavorecidos para executar os ataques.

Há anos que a Suécia se debate com a violência entre gangues, mas em setembro a situação agravou-se, consideravelmente. 

O primeiro-ministro, de centro-direita, atribui responsabilidades às "políticas migratórias irresponsáveis e à integração falhada" do anterior governo.

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