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Mais de 400 alvos bombardeados na Faixa de Gaza desde o fim da trégua

Palestinianos fogem de Khan Younis no meio de bombardeamentos israelitas, 2 de dezembro
Palestinianos fogem de Khan Younis no meio de bombardeamentos israelitas, 2 de dezembro Direitos de autor Fatima Shbair/Copyright 2023 The AP. All rights reserved.
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"Vamos continuar a guerra até atingirmos todos os seus objetivos", afirma o primeiro-ministro israelita, reiterando a intenção de acabar com o Hamas na Faixa de Gaza

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Apesar dos apelos internacionais à contenção e as críticas sobre o elevado número de civis atingidos pela guerra, Israel prosseguiu durante a noite os bombadeamentos na Faixa de Gaza.

O exército israelita declarou ter atingido "mais de 400 alvos" na Faixa de Gaza desde o recomeço dos combates na sexta-feira, o que, segundo o ministro da Saúde da administração do Hamas, terá causado a morte de 240 pessoas.

O braço armado do Hamas e o da Jihad Islâmica  anunciaram igualmente que tinham disparado no sábado "barragens de rockets" contra várias cidades israelitas, incluindo Telavive. Segundo o exército israelita foram disparados "mais de 250 rockets" e foram mortos os primeiros dois soldados desde o recomeço dos combates.

O primeiro-ministro israelita reitera a posição do governo de acabar com o Hamas em Gaza e afirma: "Vamos continuar a guerra até atingirmos todos os seus objetivos".

Benjamin Netanyahu também dirigiu uma mensagem clara ao Hezbollah libanês para que não entre uma guerra em larga escala, tendo avisado: "nesse caso, o Hezbollah destruirá o Líbano com as suas próprias mãos". 

Netanyahu disse que Israel "coordena" as suas ações com os Estados Unidos para evitar, se possível, ferir civis tanto no norte como no sul da Faixa de Gaza, mas as críticas multiplicam-se. A vice-presidente dos Estados Unidos, Kamala Harris disse na COP28, no Dubai: "Demasiados palestinianos inocentes foram mortos. Francamente, a dimensão do sofrimento e as imagens e vídeos que chegam de Gaza são devastadores" (...) "Israel tem de fazer mais para proteger os civis inocentes".

Também o presidente francês, Emmanuel Macron, afirmou que a "segurança" de Israel não pode ser garantida "à custa de vidas palestinianas", tendo questinado: "A destruição total do Hamas, o que é isso e alguém pensa que é possível? Se for possível, a guerra vai durar 10 anos. E penso que ninguém pode definir seriamente esse objetivo, por isso é preciso torná-lo claro".

Israel e o Hamas continuam a responsabilizar-se mutuamente pelo fim da trégua.

As conversações sobre uma possível troca de prisioneiros tornaram-se mais complicadas. No sábado, os serviços secretos israelitas,  Mossad,  chamaram os seus representantes do Qatar. 

Em Telavive, no sábado à noite realizou-se mais uma manifestação para exigir a libertação dos restantes reféns. Alguns dos reféns libertados durante as tréguas falhadas, bem como os seus familiares, deixaram mensagens de vídeo aos que participaram na manifestação, para exprimir os seus sentimentos e pensamentos e apoiar os familiares dos que permanecem em cativeiro, mas a manifestação foi interrompida por sirenes de ataque aéreo; o primeiro alarme no centro de Israel desde as tréguas.

No sábado, de acordo com o Crescente Vermelho, mais de 100 camiões com ajuda entraram em Gaza através de Rafah. Inicialmente, após o recomeço do tiroteio, Israel proibiu a entrada de veículos no território.

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