Limpa-chaminés, uma profissão que regressa em força a Espanha

Hoje o trabalho já não é feito a partir do telhado
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De  Jaime Velazquez
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Há apenas 20 anos, havia uma dúzia de empresas do setor em Espanha. Hoje são cerca de 200, das quais cerca de cinquenta foram criadas nos últimos quatro anos.

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Ángel Vilches deixou o antigo emprego durante a pandemia para se tornar "Mister Black". Desde então, não tem faltado trabalho à empresa de limpa-chaminés que fundou.

"Neste momento, quando chega o tempo frio, há um pico brutal de chamadas. Quase não conseguimos acompanhar", conta.

O velho ofício imortalizado no filme "Mary Poppins" está de volta em força no século XXI.

"Resta a lembrança do passado daquele famoso filme, "Mary Poppins" em que o limpa-chaminés é alguém que sobe ao topo de um telhado e empurra algo lá de cima. Isso já não existe", explica Vilches.

Há apenas 20 anos, havia uma dúzia de empresas do setor em Espanha. Hoje são cerca de 200, das quais cerca de cinquenta foram criadas nos últimos quatro anos.

"Desde o confinamento e depois da guerra na Ucrânia, a utilização de biocombustíveis intensificou-se enormemente. Antes as pessoas já gostavam de lareiras e agora estão a usá-las cada vez mais como um meio de aquecer as casas de forma económica", diz.

Estima-se que possam existir até mil limpa-chaminés no país, embora muitos deles não estejam certificados. O negócio das caldeiras de biomassa, como lareiras e fogões a pellets, cresceu em Espanha mais de 30% desde a pandemia.

A venda de lareiras disparou não só devido ao aumento do preço da energia, mas também devido a uma mudança para estilos de vida mais sustentáveis.

Para além de um elemento decorativo, os consumidores estão a olhar para as lareiras como uma forma de aquecer as suas casas, abandonando a utilização de combustíveis fósseis. "As pessoas estão mais conscientes do ambiente e de não consumir combustíveis fósseis. Estão a mudar mais para a eletricidade pura, painéis solares ou biomassa", diz Ignacio Lamelas, diretor do Grupo Calor.

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