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Deputados polacos detidos por se refugiarem na residência presidencial

Os deputados foram condenados a dois anos de prisão pelo crime de abuso de poder
Os deputados foram condenados a dois anos de prisão pelo crime de abuso de poder Direitos de autor President Palace/J2024
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De  Euronews
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Dois deputados polacos foram detidos após desafiarem um mandado de detenção ao refugiarem-se na residência presidencial.

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A polícia da Polónia deteve na terça-feira à noite dois deputados que desafiaram um mandado de detenção ao refugiarem-se no palácio presidencial, causando uma crise institucional.

Mariusz Kaminski e Maciej Wasik, condenados a dois anos de prisão pelo crime de abuso de poder, foram detidos dentro da residência oficial do presidente Andrzej Duda, do partido ultraconservador Lei e Justiça (PiS).

A polícia de Varsóvia não revelou detalhes, dizendo apenas que a detenção estava "de acordo com a ordem judicial".

As autoridades polacas receberam na terça-feira ordens para deter os dois deputados do PiS, depois de um tribunal de Varsóvia ter negado os pedidos de suspensão dos processos judiciais que enfrentavam, para que pudessem manter a imunidade parlamentar e os seus assentos.

Horas antes da detenção, o primeiro-ministro, Donald Tusk, da Coligação Cívica, tinha apelado ao chefe de Estado para que entregasse os dois homens à polícia e pusesse fim a "uma situação extraordinária".

Tusk pediu ainda a Duda que não "sabotasse a Justiça", frisandp que "o crime de proteção de um criminoso pode ser punido com cinco anos de prisão".

"Senhor Presidente, apelo-lhe: para o bem do Estado polaco, deve parar este espetáculo, que está a levar-nos a uma situação muito perigosa", disse o primeiro-ministro aos jornalistas em Varsóvia.

Tusk avisou o presidente e "outros dirigentes" do partido do anterior Governo que "serão totalmente responsáveis por sabotarem a Constituição, sabotarem dispositivos legais, ignorarem decisões judiciais e abusarem do poder", acrescentando que irá ocupar-se pessoalmente da situação.

O antigo primeiro-ministro Mateusz Morawiecki esteve entre os dirigentes do PiS que expressaram indignação, descrevendo os homens detidos como "prisioneiros políticos".

Os dois deputados, condenados por abuso de poder durante o período em que estiveram à frente da Agência Polaca Anticorrupção, foram perdoados por Duda em 2015, logo após o PiS ter assumido o poder.

No entanto, o Supremo Tribunal decidiu, no passado mês de dezembro, que a sentença deveria ser revista e os dois foram novamente condenados e proibidos de exercer cargos políticos durante cinco anos.

Após a polícia confirmar a existência de um mandado de detenção, o antigo ministro do Interior Mariusz Kaminski dirigiu-se ao palácio presidencial, acompanhado do outro deputado na mesma situação, Maciej Wasik, ex-vice-ministro do Interior.

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