Turquia assinala primeiro aniversário de terramoto mortífero

Cerimónias assinalaram a data um pouco por toda a Turquia.
Cerimónias assinalaram a data um pouco por toda a Turquia. Direitos de autor AP Photo / Metin Yoksu
De  Ricardo Figueira
Partilhe esta notíciaComentários
Partilhe esta notíciaClose Button
Copiar/colar o link embed do vídeo:Copy to clipboardCopied

O terramoto de 6 de fevereiro de 2023 fez 53 mil mortos na Turquia e seis mil na Síria.

PUBLICIDADE

A Turquia assinala esta terça-feira o primeiro aniversário de uma das maiores catástrofes naturais de sempre no país, o terramoto de 6 de fevereiro, que matou 53 mil pessoas só na Turquia, além de seis mil na vizinha Síria.

As cerimónias para assinalar a data estendem-se por vários pontos do país, sobretudo nas regiões mais afetadas. O presidente turco Recep Tayyip Erdoğan esteve em Kahramanmaras, junto ao epicentro do terramoto, para entregar as chaves de mais de nove mil casas, construídas para realojar muitos dos que ficaram sem habitação.

"Para além de recordar as nossas perdas no terramoto, recordaremos o dia 6 de fevereiro como uma data em que provámos a nossa solidariedade nacional contra as catástrofes e a reforçámos dia após dia", disse o chefe de Estado.

Um ano depois, muitos continuam a viver nas casas prefabricadas que o governo colocou à disposição e aguardam por uma definitiva. Erdoğan diz que o governo espera entregar cerca de 200 mil casas, em toda a zona afetada pelo terramoto, até ao fim do ano.

Na Síria, o panorama é bastante mais sombrio, já que a devastação do terramoto veio juntar-se aos efeitos de doze anos de guerra. Grande parte da população desalojada continua a viver em tendas. O representante local da Cruz Vermelha, Mads Brinch Hansen, disse que há poucas perspetivas de reconstrução no país.

Partilhe esta notíciaComentários

Notícias relacionadas

Terramoto na Turquia: Mais de 700.000 pessoas continuam a viver em situações precárias

Turquia celebra cem anos de república

Síria e Turquia: Cinco meses após o terramoto que destruiu a vida a milhões de pessoas