Familiares de soldados ucranianos pedem redução do tempo na frente de batalha

Familiares dos soldados ucranianos saíram às ruas de Kiev para exigir limites ao tempo de serviço militar
Familiares dos soldados ucranianos saíram às ruas de Kiev para exigir limites ao tempo de serviço militar Direitos de autor AP Photo/Alex Babenko
De  Euronews
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O parlamento ucraniano apresentou um novo projeto de lei sobre a mobilização de soldados. Familiares das tropas ucranianas exigem redução do tempo de serviço na frente de batalha.

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O parlamento ucraniano apresentou um novo projeto de lei sobre mobilização de soldados na terça-feira. O tema tem dividido o país quanto à necessidade de enviar mais tropas para a frente de batalha e dar algum alívio àqueles que lutam no terreno há 2 anos. 

Embora os civis continuem a inscrever-se, os números estão longe daqueles observados nas fases iniciais da guerra, e os métodos de inscrição também têm provocado a indignação nas redes sociais.

Como a Ucrânia está prestes a entrar no terceiro ano de guerra, a população já se conformou com o facto de que o conflito está para durar.

Embora o apoio ao esforço de guerra e ao exército não esteja a diminuir entre a população, a duração e as condições de mobilização têm gerado um debate aceso.

As mulheres têm organizado manifestações em todo o país, pedindo novas regras sobre o tempo de serviço, para o qual atualmente não há limites definidos.

Na terça-feira, mobilizaram-se em Kiev, à frente do parlamento ucraniano, e exigiram que o limite proposto de 36 meses fosse reduzido para 18 meses para aqueles que lutam na linha de frente.

Em janeiro, o parlamento da Ucrânia descartou um projeto de lei de mobilização focado em levar mais tropas para a frente e que causou indignação por propor a redução da idade de recrutamento de 27 para 25 anos.

O presidente ucraniano, Volodymyr Zelenskyy, já veio defender são necessárias mudanças para melhorar os processos de mobilização e as condições para as tropas no terreno.

Mas resta ainda saber se o novo projeto de lei será suficiente para motivar mais civis a alistarem-se no exército, aumentando as chances de as tropas que estão há mais tempo na frente de batalha voltarem a casa.

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