Segundo maior hospital de Gaza não está operacional. Israel quer reféns libertados até ao Ramadão

Benjamin Netanyahu prometeu que a ofensiva vai agora avançar em direção a Rafah, onde se encontram milhão e meio de civis palestinianos
Benjamin Netanyahu prometeu que a ofensiva vai agora avançar em direção a Rafah, onde se encontram milhão e meio de civis palestinianos Direitos de autor Ohad Zwigenberg/Copyright 2024 The AP. All rights reserved.
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O hospital Nasser, um dos últimos ainda a funcionar em Gaza, terá ficado inoperacional, após o avanço da ofensiva israelita em Khan Younis na última semana. Cerca de 200 pacientes ainda estão lá abrigados, mas sem cuidados médicos.

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As Forças de Defesa de Israel anunciaram ter descoberto um carro roubado de um dos kibutz que foi atacado em 7 de outubro. O veículo terá sido encontrado dentro do estacionamento do Hospital Nasser, em Khan Younis, no sul da Faixa de Gaza, enquanto as tropas israelitas prosseguiam com operações na unidade hospitalar que se encontra agora inoperacional.

Também foi divulgado um vídeo que, segundo as forças israelitas, mostra caixas fechadas de medicamentos rotulados com os nomes dos reféns dentro da farmácia do hospital. 

O diretor-geral da Organização Mundial de Saúde afirmou que o Hospital Nasser já não está operacional devido ao "cerco de uma semana do exército israelita seguido pelo ataque em curso".

As tropas israelitas entraram na quinta-feira no complexo hospitalar em busca de reféns, vivos ou mortos, raptados pelo Hamas e que, de acordo com os serviços de informação, poderiam ser ali mantidos.

Tedros Adhanom Ghebreyesus revelou que ainda se encontram cerca de 200 pacientes no segundo maior hospital da Faixa de Gaza, apesar da falta de eletricidade e de meios não permitir que estes recebam os cuidados médicos que necessitam.

"Pelo menos 20 necessitam ser referenciados com urgência para outros hospitais para receber cuidados médicos. A transferência médica é um direito de cada paciente. O custo dos atrasos será pago com a vida dos doentes", frisou, exigindo que o acesso aos pacientes fosse "facilitado".

Israel quer reféns libertados até ao Ramadão

Israel tem ignorado os apelos para deter a operação militar em Gaza e já prometeu que a ofensiva terrestre vai seguir para Rafah, junto à fronteira com o Egito, onde neste momento se concentram já milhão e meio de civis palestinianos, caso o Hamas não liberte os reféns israelitas até 10 de março, o início do Ramadão, mês sagrado dos muçulmanos.

O último balanço do Ministério da Saúde em Gaza, liderado pelo Hamas, dá conta de que a ofensiva militar israelita em resposta aos ataques de 7 de outubro do ano passado já fez mais de 28.985 mortos e 68.883 feridos.

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