Agricultores espanhóis em protesto invadem centro de Madrid com centenas de tratores

Agricultores espanhóis protestam em Madrid contra o aumento dos custos de produção
Agricultores espanhóis protestam em Madrid contra o aumento dos custos de produção Direitos de autor Manu Fernandez/Copyright 2024 The AP. All rights reserved.
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Chegaram aos milhares de vários pontos de Espanha para protestarem contra o aumento dos custos de produção, os requisitos ambientais da União europeia, a burocracia e as importações de produtos agrícolas de outros países. Na Puerta de Alcalá, houve bastonadas da polícia contra os manifestantes.

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Milhares de agricultores e criadores de gado de diferentes zonas de Espanha partiram esta quarta-feira em direção a Madrid para se manifestarem contra a situação atual no setor. Há mais de duas semanas que estão em protesto contra aumento dos custos de produção, os requisitos ambientais da União europeia, a burocracia e as importações de produtos agrícolas de outros países. 

Cinco colunas de 500 tratores, convocadas pelo quarto maior sindicato agrícola de Espanha (União dos Sindicatos), foram autorizadas a entrar no centro de Madrid, mas centenas ficaram para trás, o que provocou momentos de tensão na Puerta de Alcalá com bastonadas da polícia contra manifestantes que se dirigiam para o Congresso dos Deputados.

Todos os agricultores convocados pela União dos Sindicatos avançaram na direção do Ministério da Agricultura, com bandeiras de Espanha, e ao som de apitos e tambores, envergando o colete amarelo que os tem acompanhado nos protestos. 

"O que está a acontecer agora está a ser visto em toda a Europa", disse Luis Cortés, coordenador da União dos Sindicatos.

O único incidente em vias de grande dimensão ocorreu na autoestrada A-42, entre Toledo e Madrid, cortada durante 25 minutos por um grupo de manifestantes em pé, depois de a Guardia Civil ter recusado a passagem de todos os tractores ali reunidos. Chegaram a registar-se confrontos físicos entre agricultores e elementos da Guarda Civil.  

As manifestações estenderam-se também a locais como como Aragão, Málaga e Múrcia.

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