"Não vamos esquecer". Milhares de pessoas no funeral de Navalny em Moscovo

Navalny's funeral
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Milhares de apoiantes de Navalny reuniram-se frente à igreja do Ícone da Mãe de Deus, em Maryino, Moscovo, para prestarem uma última homenagem ao opositor de Putin, que morreu na prisão em fevereiro.

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Milhares de pessoas quiseram assistir esta sexta-feira, em Moscovo, ao funeral de Alexei Navalny, o opositor de Putin que morreu numa prisão no Ártico Russo em fevereiro.

Quando o cortejo fúnebre chegou à igreja, no bairro de Maryino - onde Navalny viveu - a multidão gritou o nome do rival de Putin, desafiando o significativo dispositivo policial no local, mesmo depois de as autoridades moscovitas terem garantido que não permitiram qualquer ajuntamento não autorizado e que fariam detenções. "Não vamos esquecer", ouviu-se também.

Os embaixadores de vários países ocidentais, nomeadamente dos Estados Unidos, Alemanha e França, estiveram presentes na cerimónia fúnebre de Navalny, bem como os pais do opositor russo. A mulher, Yulia, e os filhos, Zakhar e Sash, vivem fora da Rússia por motivos de segurança e não estiveram no funeral.

A mulher de Navalny não deixou, porém, de homenagear o marido, divulgando uma mensagem sentida nas redes sociais.

"Obrigada por 26 anos de felicidade absoluta", escreveu Yulia Navalnaya no X. "Não sei como viver sem ti", lê-se ainda na mensagem, acompanhada por um vídeo com momentos dois dois juntos.

A cerimónia realizou-se na igreja do Ícone da Mãe de Deus, em Maryino.Os apoiantes do líder da oposição russa Alexei Navalny formaram longas filas junto à igreja em Moscovo antes do seu funeral.

A antiga porta-voz de Navalny, Kira Yarmysh, publicou um vídeo nas redes sociais onde pedia à população russa para estar presente no funeral do político. 

Segundo os apoiantes de Navalny, várias igrejas recusaram-se a realizar a cerimónia antes de a equipa do opositor ter conseguido autorização da igreja no bairro de Maryino, na capital, onde Navalny viveu antes do seu envenenamento em 2020, do tratamento na Alemanha e da detenção no seu regresso à Rússia.

O porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov, pediu às pessoas que se reuniram em Moscovo e noutros locais para não infringirem a lei, afirmando que qualquer "reunião (em massa) não autorizada" constitui uma violação.

A mãe de Navalny, Lyudmila Navalnaya, passou oito dias a tentar que as autoridades libertassem o corpo do filho. Mesmo esta sexta-feira, a morgue onde o corpo estava a ser mantido atrasou a sua libertação, de acordo com Ivan Zhdanov, aliado próximo de Navalny e diretor da sua Fundação Anti-Corrupção.

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