Putin prepara-se para o quinto mandato como presidente

Eleições decorrem até domingo
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Os eleitores votam até domingo nas assembleias dos 11 fusos horários da Rússia. A votação também se realiza nas nas regiões ucranianas ocupadas.

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Na Rússia, o primeiro dia de votação nas eleições presidenciais foi marcado, de acordo com a Comissão Eleitoral Central Russa, por alguns "casos de vandalismo nas assembleias de voto". Foram registados alguns casos de pessoas que deitaram líquidos coloridos nas urnas transparentes, numa aparente homenagem ao falecido líder da oposição Alexei Navalny, que em 2017 foi atacado por um agressor que lhe atirou tintas.

As autoridades russas acusaram a Ucrânia de atacar Belgorod horas antes do início das eleições presidenciais. O governador desta região, na fronteira com a Ucrânia, comunicou a morte uma pessoa e a existência de dois feridos, na sua conta do Telegram. 

Por seu lado, o ministério russo da Defesa disse ter abatido dez foguetes RM-70 Vampire sobre a região. Para já, não há confirmação independente das afirmações russas.

Votação nos territórios ocupados

A agência Associated Press (AP) mostrou imagens de alguns habitantes de Mariupol, uma cidade ucraniana ocupada pela Rússia, a votar nas presidenciais O voto é possível nas outras regiões ucranianas ocupadas por Moscovo, incluindo parte de Kherson. Uma investigação da AP concluiu que a Rússia se impôs nestes territórios através da pressão e da violência, sendo que muitos acabaram por ser forçados a lutar contra a Ucrânia.

Três dias de eleições

A eleição tem como pano de fundo uma repressão implacável que paralisou os meios de comunicação social independentes e os grupos de defesa dos direitos humanos e deu a Putin o controlo total do sistema político.

Os eleitores votam até domingo nas assembleias de voto dos 11 fusos horários da Rússia.

As primeiras assembleias de voto abriram nas regiões mais orientais da Rússia, Chukotka e Kamchatka, às 8 horas locais.

“Vou votar em Vladimir Putin, claro, sem dúvida nenhuma. Quando se olha para tudo isto, compreende-se que ainda há muito a fazer. E quem é que nos vai liderar? Só ele", disse um dos eleitores.

A verdadeira oposição foi excluída deste escrutínio, o que significa que muitos russos não se sentem representados. Especialmente aqueles que depositaram as suas esperanças em Alexei Navalny, que morreu numa prisão russa. Muitos ainda se deslocam ao cemitério onde repousam os seus restos mortais.

"Estas eleições são 100 por cento injustas. Mas é melhor fazer alguma coisa e anular o voto do que ficar em casa a pensar 'para que é que serve? Sabemos quem vai continuar no poder”, disse outra eleitora.

Vladimir Putin prepara-se para um novo mandato de seis anos. Não se pouparam esforços para dar a impressão de que não há alternativa ao homem que está no poder na Rússia há quase vinte e cinco anos. 

Os opositores não participam, mas querem aproveitar as eleições para mostrar que nem todos concordam com as políticas do Kremlin.

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