EventsEventos
Loader

Find Us

FlipboardLinkedin
Apple storeGoogle Play store
PUBLICIDADE

Biden endurece posição e diz que Netanyahu está a "cometer um erro" na Faixa de Gaza

Joe Biden
Joe Biden Direitos de autor Evan Vucci/AP
Direitos de autor Evan Vucci/AP
De  Euronews
Partilhe esta notíciaComentários
Partilhe esta notíciaClose Button
Copiar/colar o link embed do vídeo:Copy to clipboardCopied

Presidente dos Estados Unidos condenou publicamente a forma como o primeiro-ministro israelita está a conduzir o conflito com o Hamas.

PUBLICIDADE

O presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, endureceu a posição sobre a guerra na Faixa de Gaza e afirmou que o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu está a cometer um "erro".

"Penso que o que ele está a fazer é um erro. Não concordo com a sua abordagem", disse Biden em entrevista transmitida esta terça-feira pela Univision, estação televisiva norte-americana de língua espanhola.

Biden pediu também a Israel que avance com um cessar-fogo temporário para permitir a entrada de comida e medicamentos em Gaza, aliviando a dureza da situação humanitária no enclave.

"O que estou a dizer é que os israelitas peçam um cessar-fogo e permitam, durante as próximas seis ou oito semanas, o acesso total a todos os alimentos e medicamentos que entram no país", declarou.

O chefe de estado norte-americano deixou claro que "não há desculpa" para que mais ajuda alimentar não seja enviada para Gaza.

"Não há desculpa para não satisfazer as necessidades médicas e alimentares destas pessoas. É preciso fazê-lo já", sublinhou Biden, acrescentando que já tinha falado com a Arábia Saudita, a Jordânia e o Egito, e que estes países estão "preparados para fazer entrar alimentos".

O presidente norte-americano descreveu o ataque israelita que matou sete trabalhadores humanitários da World Central Kitchen como "revoltante", adiantando que teve um telefonema tenso com Netanyahu a propósito do incidente.

Os comentários de Biden assinalam uma mudança no tom usado para falar da ofensiva israelita em Gaza. Anteriormente, o líder da Casa Branca tinha referido que o ónus estava do lado do Hamas e que cabia ao grupo palestiniano abrir caminho para uma trégua e um acordo de libertação de reféns.

Segundo Israel, 468 camiões de ajuda humanitária entraram em Gaza na terça-feira, depois de 419 na segunda-feira, o que representa o número mais elevado dos últimos seis meses desde o início do conflito. No entanto, as Nações Unidas afirmam que este número continua a ser muito inferior ao mínimo necessário para satisfazer as necessidades humanitárias.

Por outro lado, Samantha Power, administradora da USAID, agência do governo norte-americano responsável pela ajuda a civis, declarou na terça-feira a uma subcomissão do Senado norte-americano: "Estamos a assistir a uma mudança radical [na ajuda que entra em Gaza], que esperamos que seja mantida e alargada", declarou.

"Temos condições semelhantes às da fome em Gaza e supermercados cheios de comida a um par de quilómetros de distância", disse Power. "Precisamos de ir muito além dos 500 camiões".

Partilhe esta notíciaComentários

Notícias relacionadas

Forças israelitas "longe de pararem" ofensiva apesar de retirada "tática" do sul da Faixa de Gaza

Pelo menos 50 mortos após ataques aéreos israelitas em Rafah

Prosseguem os combates em Gaza apesar da decisão do TIJ que obriga Israel a pôr termo à ofensiva em Rafah