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Líder da independência da Nova Caledónia comparece em tribunal devido aos tumultos

Polícia francesa na Nova Caledónia
Polícia francesa na Nova Caledónia Direitos de autor Ludovic Marin/AP
Direitos de autor Ludovic Marin/AP
De  euronews
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Christian Tein é o líder de um grupo pró-independência que as autoridades francesas alegam ter desempenhado um papel preponderante nas semanas de violência que eclodiram em maio.

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Tein compareceu em tribunal na capital da Nova Caledónia, Nouméa, com dez outras pessoas detidas na quarta-feira no conturbado território francês do Pacífico.

Segundo a imprensa local, os onze compareceram perante o procurador Yves Dupas no sábado de manhã.

Dupas abriu um inquérito judicial e ordenou que Tein fosse colocado em prisão preventiva na França continental, que fica a cerca de 16.800 quilómetros de distância da Nova Caledónia.

Thein é o líder da Célula de Coordenação das Ações de Campo ou CCAT, um movimento pró-independência que tem apelado ao fim do domínio da Nova Caledónia pela França.

Os onze são suspeitos de terem participado na violência mortal que assolou o arquipélago, onde o povo indígena Kanak há muito procura libertar-se da França.

As detenções fazem parte de uma investigação policial em curso, iniciada a 17 de maio, poucos dias após o início dos distúrbios, sobre uma vaga de confrontos armados, pilhagens, incêndios e outros atos de violência que transformaram partes de Nouméa e dos seus subúrbios em zonas interditas.

A revolta levou a França a declarar o estado de emergência no arquipélago e a enviar reforços para as forças policiais, que ficaram rapidamente sobrecarregadas. A violência causou nove mortes, incluindo dois gendarmes, e a destruição generalizada de lojas, empresas e casas.

Na semana passada, o procurador declarou que as detenções faziam parte de uma investigação policial sobre um vasto leque de suspeitas de crimes, incluindo cumplicidade em homicídios e tentativas de homicídio, assalto à mão armada, fogo posto e participação num grupo criado para preparar atos violentos.

Com a França mergulhada numa campanha frenética para as eleições legislativas antecipadas, o Presidente francês Emmanuel Macron suspendeu as reformas que teriam alterado o direito de voto na Nova Caledónia.

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