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"A Rússia escolhe as balas em vez das negociações", diz Zelenskyy depois do ataque a Kiev

Edifício desmoronado após o ataque russo a Kiev, na Ucrânia, na madrugada de quinta-feira, 28 de agosto de 2025.
Edifício desmoronado após o ataque russo a Kiev, na Ucrânia, na madrugada de quinta-feira, 28 de agosto de 2025. Direitos de autor  Efrem Lukatsky/Copyright 2025 The AP. All rights reserved
Direitos de autor Efrem Lukatsky/Copyright 2025 The AP. All rights reserved
De Sasha Vakulina
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"Os ataques são bem sucedidos, os alvos estão a ser destruídos e a operação militar especial continua", declarou o Kremlin após o ataque aéreo contra a capital da Ucrânia na quinta-feira. Já há 21 vítimas mortais do ataque.

O presidente da Ucrânia criticou Moscovo pelo grande ataque aéreo contra cidades ucranianas durante a noite de quinta-feira. Volodymyr Zelenskyy disse que "a Rússia escolhe as balas em vez da mesa de negociações".

"Estes mísseis russos e drones de ataque de hoje são uma resposta clara a todas as pessoas do mundo que, durante semanas e meses, apelaram a um cessar-fogo e a uma verdadeira diplomacia", afirmou Zelenskyy numa publicação no X.

Depois de ter lançado um ataque aéreo maciço contra a Ucrânia, que matou pelo menos 21 pessoas, o Kremlin afirmou que ainda está interessado em "conversações de paz".

"A Rússia continua interessada em continuar o processo de negociação para alcançar os nossos objetivos através de meios políticos e diplomáticos", disse o porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov, na quinta-feira.

Moscovo tem rejeitado repetidamente a proposta de cessar-fogo iniciada por Kiev e Washington e ainda não concordou com a possibilidade de uma reunião individual entre Zelenskyy e o presidente russo, Vladimir Putin.

Peskov afirmou que Moscovo vai continuar a guerra contra a Ucrânia. "As forças armadas russas também estão a cumprir as suas tarefas e, como já foi dito, continuam a atacar as infraestruturas militares e relacionadas com as forças armadas", afirmou.

"Os ataques são bem sucedidos, os alvos estão a ser destruídos e a operação militar especial continua."

Na quinta-feira, a Rússia atacou edifícios residenciais, pequenas empresas, um centro comercial e um depósito de comboios de passageiros de alta velocidade.

Num dos bairros de Kiev, um edifício de cinco andares foi atingido diretamente, provocando o desmoronamento da estrutura do primeiro andar para cima. Uma outra casa e um jardim de infância da zona ficaram danificados.

O ataque também danificou um edifício da missão da União Europeia na Ucrânia. No espaço de 15 segundos, dois mísseis atingiram locais a uma distância de 50 metros da delegação, disse a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, referindo que nenhum funcionário ficou ferido.

Os escritórios do Ukrainska Pravda, um dos principais meios de comunicação social do país, e a delegação de Kiev da Radio Free Europe/Radio Liberty (RFE/RL) também foram danificados no ataque.

Putin deve sentar-se à mesa das negociações

Zelenskyy apelou aos parceiros da Ucrânia para que "respondam com firmeza" aos ataques da Rússia e à recusa de Moscovo em sentar-se à mesa das negociações.

O presidente ucraniano afirmou que "para evitar o cessar-fogo e as constantes tentativas russas de fugir às negociações, são necessárias novas e fortes sanções".

"Só isto pode resultar. Os russos só entendem a força e a pressão. Por cada ataque, Moscovo tem de sentir as consequências", afirmou.

Zelenskyy acrescentou que espera uma reação da China, que "tem apelado repetidamente ao não alargamento da guerra e a um cessar-fogo", bem como da Hungria.

"Esperamos uma reação de todos os países do mundo que apelaram à paz, mas que agora se mantêm em silêncio em vez de tomarem posições de princípio", concluiu.

Ao mesmo tempo, também von der Leyen insistiu que "Putin deve sentar-se à mesa das negociações".

Enquanto a Casa Branca pressiona para que se chegue a um acordo de paz para pôr fim à guerra na Ucrânia, Moscovo rejeitou uma proposta de cessar-fogo e afirma que não está previsto qualquer encontro entre Zelenskyy e Putin.

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, reuniu-se separadamente com Putin e Zelenskyy em agosto, mas não se conseguiu qualquer avanço e a Rússia continuou os seus ataques contra a Ucrânia.

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