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Criança de 10 anos vivia em casa abandonada sem água, eletricidade nem condições de higiene

PJ localiza criança desaparecida desde julho
PJ localiza criança desaparecida desde julho -  Direitos de autor  Polícia Judiciária
Direitos de autor Polícia Judiciária
De Rita Afonso
Publicado a •Últimas notícias
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A criança estava desaparecida desde julho. Foi levada pelo pai e encontrada, agora, numa casa devoluta, sem água, eletricidade nem condições de higiene e frequentada por toxicodepentes.

A Polícia Judiciária (PJ) de Braga localizou um menor de 10 anos, desaparecido desde julho, "no interior de uma habitação devoluta, sem eletricidade ou água canalizada, num local de encontro e pernoita de pessoas ligados ao consumo de produtos estupefacientes", pode ler-se no comunicado oficial. A casa fica na localidade de Delães, junto a Vila Nova de Famalicão (distrito de Braga).

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Ao que tudo indica, o pai, toxicodependente, tinha a guarda legal da criança. Em julho levou o menino para paradeiro desconhecido e ficou incontactável, revelando "claros indicadores de que tentava ocultar a localização do menor".

Quando a mãe, emigrada em França, regressou para férias, não conseguiu encontrá-los e foi nessa altura que contactou as autoridades.

"Com o início do ano letivo e com o facto de a criança não ter comparecido às aulas, foram intensificadas diligências na zona de Delães, em Vila Nova de Famalicão, vindo a localizar-se o menor no interior de uma habitação devoluta, sem eletricidade ou água canalizada, num local de encontro e pernoita de pessoas ligados ao consumo de produtos estupefacientes", indica o comunicado da PJ.

O menino de 10 anos foi "encontrado com o pai, em condições manifestamente insalubres, envergando vestuário pertencente ao progenitor. Apresentava múltiplas lesões compatíveis com picadas dispersas em várias zonas do corpo e evidenciava não ter tido qualquer cuidado de higiene, há muito tempo".

De acordo com alguns vizinhos, pai e filho terão vivido na habitação cerca de dois meses. A casa, sem condições mínimas de habitabilidade, também não tinha géneros alimentícios disponíveis.

Em articulação com o Juízo de Família e Menores de Guimarães, a criança foi resgatada, entregue aos cuidados da mãe e conduzida ao Hospital de Vila Nova de Famalicão, para avaliação, em estreita comunicação com a Comissão de Proteção de Crianças e Jovens (CPCJ). Segundo uma informação do Correio da Manhã, os exames terão revelado vestígios de cocaína no corpo.

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