Delcy Rodríguez tomou medidas para homenagear os seguranças que morreram no ataque das forças armadas norte-americanas, no sábado passado, a Caracas.
A chefe de Estado interina da Venezuela, a ex-vice-presidente Delcy Rodríguez, decretou sete dias de luto nacional em memória dos agentes de segurança que morreram na operação das forças armadas norte-americanas, em Caracas, no fim de semana passado.
Pelo menos 24 elementos dos serviços de segurança do então chefe de Estado capturado, Nicolás Maduro, perderam a vida durante o ataque dos EUA, no sábado.
Delcy Rodríguez também afirmou na terça-feira, em Caracas, que a Venezuela não está em guerra com ninguém e que, portanto, deseja continuar em paz. Pediu ainda aos venezuelanos que "se mantenham unidos e trabalhem juntos pela unidade nacional, pelo futuro do país e pela defesa da história e da dignidade da Venezuela".
A Marinha dos EUA levou Nicolás Maduro e a mulher, Cilia Flores, para Nova Iorque, para serem julgados por crimes relacionados com o tráfico de droga. O ex-dirigente venezuelano teve a sua primeira audiência em tribunal no início desta semana.
No entanto, a oposição está pronta para assumir a liderança política do país sul-americano, segundo afirmou María Corina Machado, vencedora do Prémio Nobel da Paz, que ainda se encontra no estrangeiro. Isto numa altura em que a administração Trump considera a ex-vice-presidente Delcy Rodríguez a líder legítima da Venezuela.
Entretanto, os gangues armados do chefe de Estado deposto começaram já a aterrorizar a população, perseguindo aqueles que celebram a destituição de Maduro.
Trump rebateu críticas
Na terça-feira, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, tinha já rebatido as críticas dos democratas à operação militar deste fim de semana, referindo que o seu antecessor democrata, Joe Biden, também tinha pedido a prisão de Maduro por acusações de tráfico de droga.
Trump, em declarações perante republicanos da Câmara dos Representantes, em Washington, afirmou que os democratas não lhe estavam a dar o crédito devido por uma operação militar, que classificou como bem-sucedida, eque levou à destituição de Maduro, apesar de haver já um entendimento bipartidário de que este não era o presidente legítimo da Venezuela.
Já em 2020, Maduro foi indiciado nos Estados Unidos, acusado de conspiração para narcoterrorismo e de tráfico internacional de cocaína.