Newsletter Boletim informativo Events Eventos Podcasts Vídeos Africanews
Loader
Encontra-nos
Publicidade

Presidente interina da Venezuela decreta sete dias de luto nacional

Cartaz que anuncia a libertação do presidente venezuelano capturado, em Caracas, a 6 de janeiro de 2026.
Cartaz que anuncia a libertação do presidente venezuelano capturado, em Caracas, a 6 de janeiro de 2026. Direitos de autor  AP Photo
Direitos de autor AP Photo
De Euronews/FA
Publicado a
Partilhar Comentários
Partilhar Close Button
Copiar/colar o link embed do vídeo: Copy to clipboard Link copiado!

Delcy Rodríguez tomou medidas para homenagear os seguranças que morreram no ataque das forças armadas norte-americanas, no sábado passado, a Caracas.

A chefe de Estado interina da Venezuela, a ex-vice-presidente Delcy Rodríguez, decretou sete dias de luto nacional em memória dos agentes de segurança que morreram na operação das forças armadas norte-americanas, em Caracas, no fim de semana passado.

PUBLICIDADE
PUBLICIDADE

Pelo menos 24 elementos dos serviços de segurança do então chefe de Estado capturado, Nicolás Maduro, perderam a vida durante o ataque dos EUA, no sábado.

Delcy Rodríguez também afirmou na terça-feira, em Caracas, que a Venezuela não está em guerra com ninguém e que, portanto, deseja continuar em paz. Pediu ainda aos venezuelanos que "se mantenham unidos e trabalhem juntos pela unidade nacional, pelo futuro do país e pela defesa da história e da dignidade da Venezuela".

A Marinha dos EUA levou Nicolás Maduro e a mulher, Cilia Flores, para Nova Iorque, para serem julgados por crimes relacionados com o tráfico de droga. O ex-dirigente venezuelano teve a sua primeira audiência em tribunal no início desta semana.

No entanto, a oposição está pronta para assumir a liderança política do país sul-americano, segundo afirmou María Corina Machado, vencedora do Prémio Nobel da Paz, que ainda se encontra no estrangeiro. Isto numa altura em que a administração Trump considera a ex-vice-presidente Delcy Rodríguez a líder legítima da Venezuela.

Gangues armados de Maduro estão à procura daqueles que celebram a destituição do até agora presidente
Gangues armados de Maduro estão à procura daqueles que celebram a destituição do até agora presidente AP Photo

Entretanto, os gangues armados do chefe de Estado deposto começaram já a aterrorizar a população, perseguindo aqueles que celebram a destituição de Maduro.

Trump rebateu críticas

Na terça-feira, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, tinha já rebatido as críticas dos democratas à operação militar deste fim de semana, referindo que o seu antecessor democrata, Joe Biden, também tinha pedido a prisão de Maduro por acusações de tráfico de droga.

Trump, em declarações perante republicanos da Câmara dos Representantes, em Washington, afirmou que os democratas não lhe estavam a dar o crédito devido por uma operação militar, que classificou como bem-sucedida, eque levou à destituição de Maduro, apesar de haver já um entendimento bipartidário de que este não era o presidente legítimo da Venezuela.

Já em 2020, Maduro foi indiciado nos Estados Unidos, acusado de conspiração para narcoterrorismo e de tráfico internacional de cocaína.

Ir para os atalhos de acessibilidade
Partilhar Comentários

Notícias relacionadas

Conselho de Segurança da ONU: aliados e inimigos dos EUA denunciam intervenção na Venezuela

UE aposta na transição democrática da Venezuela enquanto Trump persegue reservas de petróleo

Trump diz que guerra no Irão terminará "muito em breve" mas avisa Teerão contra novas interrupções no fornecimento de petróleo