Caracas libertou um "número significativo" de figuras de destaque da oposição, ativistas e jornalistas, num gesto de procura da paz, poucos dias após a captura de Nicolás Maduro.
A Venezuela libertou na quinta-feira várias figuras importantes da oposição que se encontravam detidas, num gesto que Caracas descreveu como uma "procura de paz", menos de uma semana depois de as forças norte-americanas terem capturado Nicolás Maduro numa operação militar em Caracas.
Na entrevista à Fox News, na noite de quinta-feira, o presidente dos Estados Unidos (EUA), Donald Trump, elogiou o governo da presidente interina Delcy Rodríguez, dizendo: "Eles têm sido ótimos... Tudo o que queríamos, eles deram-nos".
Jorge Rodríguez, irmão da presidente em exercício e presidente da Assembleia Nacional da Venezuela, afirmou que seria libertado um "número significativo" de pessoas.
"Considerem isto um gesto do governo (venezuelano), que tem como objetivo geral a busca da paz", anunciou Jorge Rodríguez.
O governo federal dos EUA e a oposição venezuelana há muito que exigem a libertação generalizada de políticos, críticos e membros da sociedade civil presos, incluindo cidadãos estrangeiros.
Quem foi libertado na quinta-feira?
Quando a notícia da libertação foi divulgada na quinta-feira, as famílias dos detidos acorreram às prisões de todo o país, procurando informações sobre os seus entes queridos.
Entre os libertados encontra-se Biagio Pilieri, um líder da oposição que fez parte da campanha presidencial de 2024 de María Corina Machado, Prémio Nobel da Paz.
Também foi libertado Enrique Márquez, ex-autoridade eleitoral e candidato às eleições presidenciais de 2024.
Vídeos publicados por jornalistas nas redes sociais mostram Márquez e Pilieri a abraçarem pessoas nas ruas fora da prisão.
Cinco cidadãos espanhóis, incluindo a proeminente advogada venezuelana-espanhola e ativista dos direitos humanos Rocío San Miguel, foram também libertados durante a tarde.
Na noite de quinta-feira, outras notícias davam conta da libertação de mais detidos.
O governo venezuelano costuma libertar presos políticos em momentos de tensão para sinalizar a abertura ao diálogo. No entanto, Caracas insiste que não mantém prisioneiros por razões políticas.
Até ao final da noite de quinta-feira, ainda não se sabia quantas pessoas tinham sido libertadas ou se mais pessoas iriam sair em liberdade.