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Trump ameaça com tarifas países que não apoiarem ocupação norte-americana da Gronelândia

Trump ameaça com tarifas países que não apoiarem ocupação norte-americana da Gronelândia
Trump ameaça com tarifas países que não apoiarem ocupação norte-americana da Gronelândia Direitos de autor  Alex Brandon/Copyright 2026 The AP. All rights reserved
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De Euronews com AP
Publicado a Últimas notícias
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O presidente dos EUA sugeriu na sexta-feira que poderá punir com tarifas os países que não apoiarem o controlo dos EUA sobre a Gronelândia. As declarações surgem numa altura em que uma delegação bipartidária do Congresso procura diminuir as tensões na capital dinamarquesa.

Há meses que Donald Trump insiste na ideia de que os Estados Unidos devem assumir o controlo da Gronelândia, uma ideia que ganhou novos contornos após as suas mais recentes ameaças de ocupação do território semiautónomo da Dinamarca, país aliado da NATO.

Esta sexta-feira, durante um evento não relacionado na Casa Branca sobre cuidados de saúde rurais, o presidente dos Estados Unidos recordou como havia ameaçado os aliados europeus com tarifas sobre produtos farmacêuticos, caso insistam em não apoiar a iniciativa norte-americana.

"Posso fazer isso com a Gronelândia também", afirmou. "Posso aplicar uma tarifa aos países se eles não concordarem com a Gronelândia, porque precisamos da Gronelândia para a segurança nacional. Então, posso fazer isso", reforçou o presidente dos Estados Unidos.

Apesar das ameças vindas da Casa Branca, Donald Trump ainda não havia mencionado o uso de tarifas para tentar forçar a questão.

No início desta semana, os ministros das Relações Exteriores da Dinamarca e da Gronelândia se reuniram em Washington com o vice-presidente dos EUA, JD Vance, e o secretário de Estado, Marco Rubio.

O encontro não resolveu as profundas divergências entre as duas partes, mas resultou num acordo para criar um grupo de trabalho — sobre o qual a Dinamarca e a Casa Branca apresentaram opiniões públicas bastante divergentes.

Os líderes europeus insistiram que cabe apenas à Dinamarca e à Gronelândia decidir sobre questões relativas ao território. A Dinamarca afirmou esta semana que estava a aumentar a sua presença militar na Gronelândia em cooperação com aliados, que também destacaram alguns militares para o território.

Uma relação que "precisamos cultivar"

Já em Em Copenhaga, um grupo de senadores e membros da Câmara dos Representantes reuniu-se na sexta-feira com legisladores dinamarqueses e groenlandeses. O encontro incluiu a primeira-ministra dinamarquesa Mette Frederiksen.

O líder da delegação, o senador Chris Coons, democrata de Delaware, agradeceu aos anfitriões do grupo por "225 anos de boa e confiável aliança e parceria" e explicou que houve "um diálogo forte e robusto sobre como estender isso para o futuro".

A senadora Lisa Murkowski, republicana do Alasca, disse após a reunião com os legisladores que a visita refletiu uma relação forte ao longo de décadas, que "é algo que precisamos cultivar". Aos jornalistas disse que "a Gronelândia precisa ser vista como nossa aliada, não como um ativo, e acho que é isso que vocês estão ouvindo com esta delegação".

O tom contrastou com o que emanou da Casa Branca.

Trump tem procurado justificar os seus apelos para que os EUA assumam o controlo, alegando repetidamente que a China e a Rússia têm os seus próprios planos para a Gronelândia, que possui vastas reservas inexploradas de minerais críticos.

A Casa Branca não descartou a possibilidade de tomar o território pela força.

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