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"Só parti a tíbia e o perónio": português relata "inferno" vivido no acidente de comboio em Adamuz

Acidente ferroviário em Adamuz foi o quarto mais grave na história de Espanha
Acidente ferroviário em Adamuz foi o quarto mais grave na história de Espanha Direitos de autor  Manu Fernandez/Copyright 2026 The AP. All rights reserved.
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De Inês dos Santos Cardoso
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Santiago Salvador seguia no comboio da Renfe, que se deslocava para Huelva, com a namorada. O número de mortos no acidente subiu para 41.

Santiago Salvador, um dos portugueses que seguiam a bordo do comboio da Renfe envolvido na colisão de domingo, recorreu ao Instagram para relatar como viveu o acidente.

"Neste momento estou bem, estou vivo. Contente por estar bem, com muita força. Foi um acidente muito trágico, parecia o inferno. Havia pessoas muito feridas, graves. A minha ferida foi ligeira, só parti a perna, a tíbia e o perónio", descreve Santiago, no vídeo partilhado nas redes sociais.

O português seguia com a namorada no comboio, que também sobreviveu à colisão.

"Tive o acidente, estava com a minha namorada, eu comecei a voar pela carruagem e parecia que estava num carrossel. Parti só a tíbia e o perónio. Por sorte, estou vivo outra vez. A minha namorada também está bem. Foi uma força divina, um milagre estar vivo. Foi um momento onde vi muita morte, muitos mortos", afirma o português.

"Há que viver a vida porque a vida é curta, e agradecer a todas as pessoas que tenham ao lado - mães, pais, famílias, namorados, maridos. Não se chateiem por parvoíces, valorizem mais o amor entre vocês porque a vida... um dia estás aqui e outro dia estás no céu. Um abraço, não foi a minha vez de ir para o céu", concluiu.

O acidente, que ocorreu no município de Adamuz, em Espanha, envolveu dois comboios que seguiam a alta velocidade - um da empresa privada Iryo, que tinha saído de Málaga e que se deslocava para Madrid, e outro da empresa pública Renfe, que seguia em sentido contrário, desde Madrid para Huelva, perto do Algarve.

Esta terça-feira, o número de mortos subiu de 40 para 41, disseram fontes próximas da investigação à agência de notícias espanhola EFE.

Também centenas de pessoas ficaram feridas e 39 continuam hospitalizadas, com 13 destas - entre as quais uma criança - internadas em unidades de cuidados Intensivos. Além de Santiago Salvador, outro cidadão de nacionalidade portuguesa esteve envolvido no acidente, mas encontra-se a salvo.

Apesar das causas do acidente ainda não serem conhecidas, fontes presentes no local sugeriram que uma fratura na soldadura da via poderia ter provocado o descarrilamento do comboio Iryo. Os passageiros do comboio também relataram ter sentido vibrações e movimentos invulgares antes do impacto. Este foi o quarto acidente ferroviário mais grave da história de Espanha.

O país vizinho é conhecida por liderar a Europa em comboios de alta velocidade, podendo estes circular a mais de 250 km/h, com mais de 3.100 quilómetros de via, segundo a União Europeia. O Japão é o único país com comboios mas rápidos.

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