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Primeiro-ministro do Líbano à Euronews: "É preciso evitar uma guerra total no Médio Oriente"

O primeiro-ministro libanês, Nawaf Salam, fala com jornalistas que trabalham para meios de comunicação social estrangeiros e agências noticiosas no palácio do governo em Beirute, quarta-feira, 3 de dezembro de 2025
O primeiro-ministro libanês, Nawaf Salam, fala com jornalistas que trabalham para meios de comunicação social estrangeiros e agências noticiosas no palácio do governo em Beirute, quarta-feira, 3 de dezembro de 2025 Direitos de autor  AP Photo
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De Samia Mekki & Maria Tadeo
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O primeiro-ministro libanês, Nawaf Salam, disse que acolhe com satisfação as novas negociações entre os EUA e o Irão marcadas para esta sexta-feira, bem como os esforços para promover a estabilidade e evitar uma guerra "total" no Médio Oriente.

Perante a escalada de tensão entre Teerão e Washington, a editora da Euronews para a UE, Maria Tadeo, conversou com o primeiro-ministro libanês Nawaf Salam à margem da Cimeira Mundial dos Governos, no Dubai. Quando questionado sobre um possível confronto militar entre os Estados Unidos e a República Islâmica, Salam afirmou que qualquer esforço para promover a estabilidade regional e evitar uma "guerra total" no Médio Oriente seria bem-vindo. Os seus comentários surgem numa altura em que as delegações do Irão e dos EUA concordaram em reunir-se a 7 de fevereiro, muito provavelmente em Omã.

Guerra e paz: uma prerrogativa exclusiva do Estado

Embora não tenha mencionado o Hezbollah pelo nome, as palavras de Salam foram claras: "No que diz respeito ao Líbano, quero sublinhar que a decisão sobre a paz e a guerra cabe exclusivamente ao governo". Esta é considerada uma resposta direta à organização alinhada com o Irão, que Israel considera ser o seu representante no Líbano e em toda a região.

No final do mês passado, o secretário-geral do Hezbollah, Naim Qassem, afirmou que o partido não permaneceria neutro se o Irão fosse atacado.

Nawaf Salam abordou igualmente a situação no Líbano e os desafios que enfrenta devido à realidade imposta por Israel, quer se trate de ataques diários ao sul e ao vale do Bekaa, do controlo de zonas no sul do país ou dos chamados cinco pontos: as alturas de Hamames, Awida, Jabal Blat, Labouna e Azziyeh. Isto põe em causa a soberania do Estado sobre todo o território libanês.

"Infelizmente, temos de abordar a questão da ocupação de partes do Sul por Israel, as violações diárias da sua soberania e a detenção de vários dos nossos cidadãos. Com estas ações, Israel está a minar os esforços do governo e a autoridade do Estado e a contribuir para a instabilidade", sublinhou.

Líbano pede ajuda à UE e aos parceiros árabes

O Líbano, atolado em desafios internos com implicações regionais e sobrecarregado por uma crise económica que dura há décadas, espera contar com a ajuda dos seus parceiros internacionais, em especial dos seus homólogos europeus, nomeadamente com a próxima conferência em Paris para apoiar o exército libanês.

Em resposta a uma pergunta da jornalista da Euronews Maria Tadeo, que lhe perguntou se tinha uma mensagem a transmitir à União Europeia, Nawaf Salam disse: "Precisamos da ajuda de todos os nossos parceiros na Europa e no mundo árabe".

Esta ajuda poderá concretizar-se na "conferência de apoio às Forças Armadas libanesas, prevista para 6 de março, em Paris, pois é o primeiro meio de que o governo dispõe para promover "o objetivo de restringir as armas às autoridades e alargar a soberania do Estado sobre o território libanês", afirmou.

A presidente da Comissão Europeia , Ursula von der Leyen, e o presidente do Conselho Europeu , António Costa, visitaram o Líbano no dia 9 de janeiro, tendo estado reunidos com o presidente Joseph Aoun e discutido várias questões, incluindo reformas judiciais e económicas. Nessa altura, foi anunciado um apoio financeiro ao Líbano no valor de mil milhões de euros.

Von der Leyen congratulou-se igualmente com os esforços de Beirute para encetar um diálogo com Israel e com a conclusão da primeira fase do plano de desarmamento a sul do rio Litani.

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