As Forças Armadas francesas afirmaram que o caso está a ser investigado e que, caso se verifique que foi um caso de negligência por parte do marinheiro, este será punido.
Um elemento da Marinha francesa parece ter revelado inadvertidamente a localização exata do maior porta-aviões de França, utilizando uma aplicação de fitness, de acordo com uma notícia publicada pelo jornal Le Monde.
França tinha destacado o porta-aviões Charles de Gaulle, juntamente com fragatas de escolta, para o Mediterrâneo no início de março, pouco depois dos ataques americano-israelitas contra o Irão que conduziram a um conflito mais alargado na região. Desde 9 de março, o navio encontrava-se no Mediterrâneo Oriental, no âmbito de uma presença que Emmanuel Macron caracterizou como "puramente defensiva", com o objetivo de apoiar os aliados de França.
De acordo com a mesma publicação, a 13 de março, o referido marinheiro registou o seu percurso enquanto corria em círculos a bordo do navio em movimento, numa zona marítima a noroeste de Chipre. Os dados provinham do seu perfil público na aplicação Strava, enquanto imagens de satélite teriam confirmado que o porta-aviões se encontrava muito próximo desse mesmo local naquele momento.
A mesma pessoa também tinha registado percursos efetuados no final de fevereiro em Copenhaga, na Dinamarca, atravessando uma ponte a partir de Malmö, onde o porta-aviões se encontrava ancorado nessa altura.
As forças armadas francesas declararam à agência de notícias francesa que, caso o incidente seja confirmado, serão tomadas as medidas necessárias. Salientaram também que o pessoal militar é regularmente informado sobre os riscos de fuga de informações sensíveis através de tais aplicações.
"Este caso específico - se for confirmado - não está em conformidade com as diretrizes em vigor", referiram.