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Ataque à sinagoga do Michigan inspirado pelo Hezbollah, segundo o FBI

ARQUIVO: Um veículo da polícia no exterior da sinagoga Temple Israel em West Bloomfield Township, MI, 13 de março de 2026
ARQUIVO: Um veículo da polícia no exterior da sinagoga Temple Israel em West Bloomfield Township, MI, 13 de março de 2026 Direitos de autor  AP Photo
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De Gregoire Lory com AP
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O FBI afirma que o ataque à sinagoga no início de março foi inspirado pelo Hezbollah, tendo como alvo o maior templo judeu do Michigan com um camião carregado de combustível.

Um homem armado que, no início de março, embateu com a sua carrinha numa importante sinagoga da zona de Detroit, inspirou-se no grupo militante Hezbollah, apoiado pelo Irão, e procurou infligir o máximo de danos possível ao povo judeu, swegundo concluiu a investigção do FBI.

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Ayman Ghazali gravou um vídeo poucos minutos antes do ataque no Templo Israel, em West Bloomfield Township, dizendo que queria "matar o maior número possível de pessoas" na grande congregação judaica, disse Jennifer Runyan, diretora do FBI em Detroit, que anunciou as nova informações.

Ghazali, de 41 anos, permaneceu no parque de estacionamento durante algumas horas, no dia 12 de março, antes de fazer entrar a sua pickup Ford F150 através das portas da sinagoga e acabar no corredor de uma área de educação infantil, atingindo um segurança. Em seguida, trocou tiros com outro guarda antes de se matar. Mais ninguém entre as 150 crianças e funcionários ficou ferido.

Foi um "ato de terrorismo inspirado no Hezbollah que visou propositadamente a comunidade judaica e o maior templo judaico do Michigan", afirmou Runyan.

Segundo a responsável do FBI, o perpetrador enviou dois últimos vídeos a uma irmã no estrangeiro cerca de 10 minutos antes de lançar o ataque.

"Este é o maior local de reunião de israelitas no Estado de Michigan, nos Estados Unidos", disse Runyan, citando-o como tendo dito em árabe. "Armadilhei o carro. Vou entrar à força e começar a disparar contra eles. Se Deus quiser, matarei o maior número possível de pessoas".

Carabina de assalto e muitas munições

O FBI citou vídeos e outras imagens descobertas nas contas das redes sociais de Ghazali, nas quais ele abraçava a vingança e a ideologia do Hezbollah.

Runyan disse que procurou sinagogas e locais de cultura judaica no Michigan alguns dias antes, tendo-se decidir pelo Templo Israel, chegando mesmo a procurar a hora do almoço.

Runyan disse que não havia forma de saber se Ghazali sabia que estariam presentes crianças nessa altura.

Ghazali comprou uma espingarda automática do tipo AK e 300 cartuchos de munições numa loja de armas, a 9 de março, e praticou numa carreira de tiro, disse.

A Ford F150 estava cheia de fogo de artifício de qualidade comercial e de contentores com mais de 113 litros de gasolina. Segundo Runyan, o camião incendiou-se depois de embater na sinagoga, embora não tenha havido qualquer explosão.

Jerome Gorgon, procurador dos EUA na zona de Detroit, recordou que, em 1983, o Hezbollah lançou um enorme camião-bomba contra um quartel de fuzileiros navais norte-americanos em Beirute, capital do Líbano.

"Foi exatamente isso que este terrorista fez há umas semanas atrás no nosso quintal", disse Gorgon, falando juntamente com Runyan.

Laços familiares com o Hezbollah

O FBI não divulgou a totalidade dos vídeos e materiais de Ghazali, mas mostrou capturas de ecrã e citações de várias gravações.

Ghazali, que vivia em Dearborn Heights, chegou aos EUA em 2011 com um visto de parente imediato, como cônjuge de uma cidadã norte-americana, e recebeu a cidadania dos EUA em 2016, de acordo com o Departamento de Segurança Interna.

Os laços familiares com o Hezbollah foram divulgados publicamente logo após o ataque à sinagoga. As forças armadas israelitas informaram que o seu irmão, Ibrahim Ghazali, era um comandante do Hezbollah no Líbano, tendo sido morto nesse país a 5 de março. Uma mesquita da zona de Detroit organizou uma cerimónia em memória do irmão e de outros membros da família que também morreram.

A ex-mulher de Ghazali telefonou à polícia de Dearborn Heights por volta da hora do ataque à sinagoga para avisar que ele parecia perturbado e com tendências suicidasdepois de ter perdido familiares durante o ataque aéreo israelita, de acordo com o áudio dos serviços de emergência. O ataque ocorreu dias depois do início da guerra com o Irão, a 28 de fevereiro.

O Templo Israel, que tem mais de 12.000 membros, faz parte do Judaísmo Reformista, o maior ramo da religião na América do Norte, que dá ênfase a valores progressistas como a justiça social e a igualdade de género. A congregação é a segunda maior, de acordo com a Union for Reform Judaism.

O ataque foi o último de uma série de atentados recentes contra edifícios religiosos, o que intensificou o medo entre os líderes religiosos e os fiéis em todo o mundo.

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