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Ex-chefe das secretas brasileiras, aliado de Bolsonaro, detido nos Estados Unidos

Alexandre Ramagem (à direita), ex-chefe dos serviços secretos do Brasil, 18 de julho de 2024
Alexandre Ramagem (à direita), ex-chefe dos serviços secretos do Brasil, 18 de julho de 2024 Direitos de autor  AP Photo/ Bruna Prado
Direitos de autor AP Photo/ Bruna Prado
De João Azevedo
Publicado a Últimas notícias
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Alexandre Ramagem foi detido pelo serviço de imigração norte-americano (ICE) na Flórida. Polícia Federal brasileira diz que o ex-parlamentar está em "situação migratória irregular". Ramagem fugiu para os EUA em setembro depois de condenado a 16 anos de prisão por tentativa de golpe de Estado.

O ex-chefe da Agência Brasileira de Inteligência (Abin) e também antigo deputado federal, Alexandre Ramagem, foi detido na última segunda-feira pelo serviço de imigração dos Estados Unidos (EUA), conhecido como ICE, em Orlando, na Flórida.

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O nome de Ramagem aparecia ontem na base de dados online do ICE, mas o local para onde o aliado do ex-presidente brasileiro Jair Bolsonaro foi levado não foi divulgado. Segundo o jornal O Globo, terá sido encaminhado para um centro de detenção na cidade de Orlando.

A operação resulta da cooperação internacional das autoridades do Brasil e dos EUA, confirmou a Polícia Federal (PF) brasileira.

"Ramagem é um cidadão foragido da Justiça brasileira e, segundo autoridades norte-americanas, está em situação migratória irregular", afirmou Andrei Rodrigues, diretor-geral da PF, citado pelo jornal O Globo.

Alexandre Ramagem tinha fugido para os EUA em setembro, pela fronteira com a Guiana, segundo a imprensa brasileira, após ter sido condenado a 16 anos de prisão e a perda do mandato como deputado por tentativa de golpe de Estado. O caso diz respeito a uma série de conspirações, dadas como provadas pela justiça brasileira, levadas a cabo por Bolsonaro, membros do seu governo e elementos das Forças Armadas para impedir a transição de poder no Brasil na sequência da vitória de Lula da Silva nas presidenciais de 2022.

Ramagem ter-se-á mudado para um condomínio de luxo na Flórida, onde gravava vídeos e votava à distância nas sessões da Câmara, respaldado por um atestado médico, de acordo com o jornal Folha de São Paulo, que avança que o antigo líder das secretas brasileiras só tinha autorização para permanecer nos EUA até 10 de março.

Em dezembro, o Supremo Tribunal Federal (STF) requereu formalmente a extradição.

Em janeiro de 2026, o Ministério da Justiça do Brasil informou o STF de que o pedido de extradiçãofoi enviado ao governo dos EUA. O ministro Alexandre de Moraes, escreve O Globo, determinou que o nome de Ramagem fosse incluído na lista da Interpol, uma medida que tornou possível a detenção por autoridades estrangeiras.

O senador Jorge Seif, do Partido Liberal, entregou na embaixada norte-americana em Brasília um pedido de concessão de asilo político para Alexandre Ramagem, solicitando que o mesmo seja dirigido ao secretário de Estado, ao procurador-geral de Justiça e às autoridades encarregadas da política migratória dos Estados Unidos. O apelo, sublinhou Seif nas redes sociais, já foi subscrito por 21 senadores e 12 deputados brasileiros.

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