O Irão e os EUA afirmaram que a via navegável estratégica, que tem estado efetivamente fechada desde o início da guerra, estará totalmente aberta ao tráfego comercial durante o resto do cessar-fogo.
O navio de passageiros Celestyal Discovery, com bandeira de Malta, que alegadamente navegava apenas com tripulação e com destino a Omã, partiu de Dubai na sexta-feira e atravessou com sucesso o Estreito de Ormuz, segundo mostrou a aplicação de localização marítima MarineTraffic.
O Celestyal Discovery, que esteve atracado 47 dias, deverá chegar a Omã no sábado, de acordo com o localizador.
As primeiras notícias transmitidas pelos jornalistas da Euronews no terreno, na noite de sexta-feira, indicavam que os navios de cruzeiro que se encontravam retidos nos portos do Golfo — dois em Doha, dos quais um pertence à empresa alemã TUI, e um em Abu Dhabi — se prepararam, entretanto, para partir ou já partiram, um sinal evidente de que o tráfego pelo Estreito de Ormuz foi retomado.
Outros navios de cruzeiro foram identificados em aplicações de monitorização do tráfego marítimo como estando em movimento, tendo o Celestyal Journey partido do porto de Doha na sexta-feira à noite, entre um número significativo de navios que se lançaram a atravessar o estreito após o anúncio.
Horas antes, o Irão e os EUA anunciaram que esta via navegável estratégica, que se encontra efetivamente encerrada desde o início da guerra, a 28 de fevereiro, estará totalmente aberta ao tráfego comercial durante o resto do período de cessar-fogo.
O tráfego pelo Estreito de Ormuz, por onde transitava um quinto do abastecimento mundial de petróleo bruto e gás natural liquefeito antes da guerra, está praticamente bloqueado há quase dois meses.
O atual cessar-fogo de duas semanas está previsto para terminar a 22 de abril, mas Trump já deu a entender que estaria disposto a prorrogá-lo, tendo em conta os progressos positivos no sentido de uma resolução.
Os EUA lançaram o seu próprio bloqueio naval aos portos iranianos, que entrou em vigor na segunda-feira, tendo o presidente Donald Trump advertido que quaisquer navios de ataque seriam "eliminados" caso tentassem violá-lo.