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Cidadã canadiana morre e 13 estrangeiros ficam feridos em tiroteio nas pirâmides de Teotihuacán

Teotihuacán, uma das jóias aztecas do património mexicano
Teotihuacan, uma das jóias aztecas do património mexicano Direitos de autor  Rebecca Blackwell / AP
Direitos de autor Rebecca Blackwell / AP
De Javier Iniguez De Onzono & Euronews
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Uma turista canadiana morreu e pelo menos 13 pessoas ficaram feridas num tiroteio nas pirâmides de Teotihuacán, perto da Cidade do México. O agressor, um homem mexicano, suicidou-se após o ataque e as autoridades estão a investigar a ocorrência.

Uma turista canadiana morreu e outras 13 pessoas de cinco nacionalidades ficaram feridas na segunda-feira num tiroteio ocorrido na Pirâmide da Lua, na zona arqueológica de Teotihuacán, um dos locais turísticos e patrimoniais mais importantes do México, situado a nordeste da Cidade do México. O balanço atualizado eleva significativamente os primeiros números divulgados após o ataque.

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De acordo com o balanço divulgado pelas autoridades mexicanas e recolhido pelos meios de comunicação locais, entre os 13 feridos encontram-se seis norte-americanos, três colombianos, dois brasileiros, um russo e um canadiano. Sete deles apresentavam ferimentos de bala e, entre as vítimas, havia pelo menos uma criança com menos de seis anos e outra com menos de 13.

Oito pessoas continuavam hospitalizadas na última atualização oficial, distribuídas por centros de saúde em Ixtapaluca, Axapusco e no hospital ABC da Cidade do México. A vítima mortal é uma turista canadiana.

Os médicos legistas retiram o corpo de uma vítima após o tiroteio em Teotihuacán, no México, a 20 de abril de 2026
Os médicos legistas retiram o corpo de uma vítima após o tiroteio em Teotihuacán, no México, a 20 de abril de 2026 Associated Press

A polícia identifica o agressor: um mexicano de 27 anos

O agressor morreu após se ter alvejado a si próprio, segundo as autoridades. A Procuradoria-Geral do Estado do México informou posteriormente que se tratava de um único agressor, identificado como Julio César Jasso Ramírez, cidadão mexicano residente na Cidade do México. A sua identidade foi confirmada através de um documento oficial encontrado entre os seus pertences.

No local do crime foram apreendidas uma arma de fogo, uma faca e munições. De acordo com as informações publicadas pela imprensa local, peritos e agentes localizaram ainda cápsulas de calibre .380, um cartucho intacto, uma bainha para uma faca tática, manchas de sangue em diferentes partes do monumento e uma mochila com livros e fotografias.

Testemunhas descreveram o agressor como alguém que vestia uma camisola preta com a inscrição "Disconnect and self destruct" ("Desligar e autodestruir") e que trazia consigo uma imagem criada por inteligência artificial.

O ataque ocorreu por volta das 11:00-11:30 nas imediações da Pirâmide da Lua, quando numerosos visitantes se encontravam na parte superior do monumento. Testemunhos citados por agências e meios de comunicação locais descrevem cenas de pânico, com turistas a atirarem-se para o chão ou a precipitarem-se pelas escadas abaixo para se porem em segurança.

A presidente mexicana, Claudia Sheinbaum, manifestou a sua solidariedade para com as vítimas e garantiu que o seu governo está em contacto com a Embaixada do Canadá e ordenou uma investigação aprofundada dos factos. Segundo as autoridades, o Ministério do Interior e o Ministério dos Negócios Estrangeiros mantêm contacto com as famílias e com as representações diplomáticas dos países afetados.

Após o tiroteio, as autoridades mobilizaram uma operação de segurança na zona e o Instituto Nacional de Antropologia e História anunciou o encerramento da zona arqueológica de Teotihuacán até nova ordem.

Teotihuacán, localizada a cerca de 40 quilómetros da Cidade do México, foi uma das maiores metrópoles do mundo mesoamericano e conserva algumas das estruturas pré-hispânicas mais emblemáticas do país, entre elas as pirâmides do Sol e da Lua. O recinto recebeu cerca de 1,8 milhões de visitantes internacionais no ano passado.

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