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China alega que tartarugas-espiãs estão a mapear a sua costa

Cientistas colocam dispositivos de monitorização em tartarugas marinhas reabilitadas antes de as devolverem ao mar. 25 de março de 2026
Cientistas colocam dispositivos de monitorização em tartarugas marinhas reabilitadas antes de serem libertadas. 25 de março de 2026. Direitos de autor  AP Photo
Direitos de autor AP Photo
De Simon Ormiston
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Pequim afirma que serviços de informações estrangeiros estão a colocar dispositivos de localização e vigilância em animais marinhos.

A China acusou governos estrangeiros de recorrerem a tartarugas marinhas para criar mapas submarinos do litoral chinês, numa tentativa de roubar dados sensíveis.

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Pequim divulgou nas redes sociais a alegação de que serviços de espionagem internacionais estão a utilizar “novos tipos de equipamento de espionagem” instalados em tartarugas e peixes.

“Foram detetados em determinadas águas da China animais marinhos relativamente grandes com sensores acoplados”, indicou o Ministério da Segurança do Estado, numa secção intitulada de “tartarugas espiãs, peixes espiões”.

Segundo o ministério, os animais foram encontrados “a nadar numa área específica, a recolher dados sensíveis sobre o ambiente marinho, como temperatura da água, salinidade e correntes oceânicas, transmitindo-os para o estrangeiro via satélite”.

Embora a China não tenha mencionado qualquer país ou agência em concreto, considera que os dados recolhidos podem ser usados para “identificar pontos fracos das defesas costeiras da China, constituindo uma séria ameaça para a segurança nacional da China”, de acordo com o ministério.

O ministério apelou à realização de verificações de segurança adequadas ao equipamento recebido do estrangeiro, e exortou os pescadores a comunicarem quaisquer boias ou dispositivos invulgares encontrados no mar.

A China tem trocado acusações de espionagem com vários governos nos últimos anos. Pequim denunciou, no mês passado, as condenações de dois homens no Reino Unido por espionagem contra dissidentes de Hong Kong como uma “farsa política”, acusando o país de “práticas erróneas”.

Em maio, a polícia alemã deteve um casal, suspeito de espiar para a China, acusando-o de procurar informação sobre tecnologia avançada com aplicações militares.

Em fevereiro, as autoridades francesas acusaram quatro pessoas, incluindo dois cidadãos chineses, de suspeita de interceção de dados militares sensíveis, noticiou a Agence France-Presse.

No mesmo mês, as autoridades militares gregas detiveram um coronel por suspeita de fornecer informação confidencial e altamente secreta à China, segundo o Estado-Maior da Defesa Nacional.

Outras fontes • AFP

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