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UE saúda acordo EUA-Irão para acabar guerra, Macron diz que missão para reabrir Hormuz está a postos

Bandeiras da União Europeia ondulam ao vento em frente à sede da UE, em Bruxelas, 4 de novembro de 2025
Bandeiras da União Europeia ondulam ao vento em frente à sede da UE, em Bruxelas, 4 de novembro de 2025 Direitos de autor  AP Photo
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De Gavin Blackburn
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Os Estados Unidos e o Irão anunciaram ter chegado a um acordo para pôr fim à guerra em todas as frentes, incluindo no Líbano, e reabrir o estratégico estreito de Ormuz, embora tenham avançado poucos detalhes sobre o programa nuclear de Teerão.

Altos responsáveis da UE saudaram, esta segunda-feira, o acordo entre os Estados Unidos e o Irão para pôr fim à guerra, afirmando que a Europa está pronta para contribuir para "uma paz duradoura".

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"Aguardo com expectativa o fim desta guerra dispendiosa e a plena restauração da liberdade de navegação no estreito de Ormuz", escreveu António Costa, presidente do Conselho Europeu, que representa os Estados-membros, numa publicação na rede X.

"As armas têm agora de se calar", apelou Costa, acrescentando que "a União Europeia está pronta para contribuir para o avanço de uma estratégia abrangente para uma paz duradoura em todo o Médio Oriente".

Estados Unidos e Irão anunciaram ter chegado a um acordo para pôr fim à guerra em todas as frentes, incluindo no Líbano, e reabrir o vital estreito de Ormuz, embora pouco tenham esclarecido sobre a delicada questão do programa nuclear de Teerão.

A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, sublinhou que a "prioridade agora é a sua rápida e plena aplicação", apelando a "todas as partes para que respeitem a soberania e a integridade territorial do Líbano e cumpram um cessar-fogo genuíno".

"Não pode haver paz no Médio Oriente enquanto o Líbano estiver em chamas", advertiu, acrescentando que a reabertura de Ormuz é "essencial para a estabilidade regional e a economia global" e que um acordo final "deve pôr termo aos programas nuclear e balístico do Irão e às suas atividades desestabilizadoras na região".

À entrada para a reunião com os ministros dos Negócios Estrangeiros do bloco, a chefe da diplomacia europeia, Kaja Kallas, afirmou que os ministros iriam discutir esta segunda-feira "como é que a UE pode estar estreitamente envolvida na próxima fase".

Entretanto, o presidente francês afirmou que uma missão militar criada por Paris e Londres para apoiar o tráfego no estreito de Ormuz está pronta a ser destacada, após o anúncio do acordo para pôr fim à guerra.

Macron, que deverá receber o homólogo norte-americano, Donald Trump, para uma reunião do G7 ainda esta segunda-feira, afirmou que os "meios da missão franco-britânica estão posicionados e prontos a ser mobilizados".

"A retoma do tráfego marítimo, sem restrições nem taxas, é uma condição essencial para a estabilidade regional e para a economia global", escreveu numa publicação na rede X.

O presidente francês, Emmanuel Macron, discursa em Nice, 14 de junho de 2026
O presidente francês, Emmanuel Macron, discursa em Nice, 14 de junho de 2026 AP Photo

O estreito de Ormuz é uma via marítima vital para o abastecimento de energia, que foi, na prática, bloqueada pelo Irão desde o início da guerra.

Embora não mencionasse o estreito de Ormuz, a agência noticiosa estatal Fars referiu, num despacho publicado poucos minutos depois do anúncio de Trump, que será criado um quadro jurídico para regular a navegação nas águas do golfo Pérsico, em cooperação entre o Irão e Omã.

O primeiro-ministro do Paquistão, Shehbaz Sharif, afirmou que a cerimónia oficial de assinatura do acordo terá lugar na Suíça, na sexta-feira.

Outras fontes • AFP

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