Graham, uma das vozes republicanas mais influentes em política externa, regressara há pouco da Ucrânia, onde se encontrou com o presidente Volodymyr Zelensky, em Kiev.
Morreu o senador republicano norte-americano Lindsey Graham, na sequência de uma "doença breve e súbita", anunciou o seu gabinete.
Num comunicado, o gabinete indicou que Graham morreu na noite de sábado.
"A família do senador Graham agradece as orações nesta altura e pede respeito pela sua privacidade durante este período extremamente difícil", acrescenta o comunicado.
Senador que representava o estado da Carolina do Sul, Graham foi eleito para o Senado dos Estados Unidos em 2002, após iniciar a carreira como advogado na Força Aérea dos Estados Unidos. Exerceu funções de presidente da Comissão de Orçamento do Senado até à sua morte.
Figura destacada do Partido Republicano em matéria de política externa, Graham regressara recentemente da Ucrânia, onde se reuniu com o presidente ucraniano, Volodymyr Zelenskyy, para discutir o apoio a Kiev e sanções contra a Rússia.
Graham era também um aliado próximo do presidente norte-americano Donald Trump.
Em junho, Trump descreveu Graham como um "amigo extraordinário" e alguém que "esteve sempre presente quando precisei dele", ao apoiá-lo na recandidatura ao Senado.
O apoio surgiu depois de Graham ter manifestado ceticismo em relação ao "memorando de entendimento" de Washington com Teerão, afirmando estar "preocupado com a leitura que o Irão faz do acordo, que parece diferente daquela que a equipa negociadora norte-americana está a afirmar".
Mais tarde, Graham viria a elogiar o acordo, após uma "discussão muito longa e produtiva" sobre o tema com o enviado especial dos Estados Unidos, Steve Witkoff.
"Após esta discussão, considero que a assinatura do MOU será benéfica para os Estados Unidos, na medida em que o Estreito de Ormuz começará a abrir e as hostilidades com o Irão cessarão", escreveu numa publicação nas redes sociais.