Pedro Sánchez viaja para Nova Iorque para assistir à final do Mundial entre Espanha e Argentina, após dias de dúvidas sobre a agenda. Depois do jogo segue para a Argélia, onde tem prevista uma reunião oficial na segunda-feira
Confirmou esta sexta-feira o chefe do Governo que vai deslocar-se ao MetLife Stadium, em Nova Iorque, para ver a final do Mundial entre Espanha e Argentina, segundo fontes de Moncloa.
Sánchez ocupará um lugar no palco de autoridades ao lado dos Reis, depois de nos últimos dias a sua presença ter estado em dúvida devido a outros compromissos previstos para o início da próxima semana.
O presidente não viajará acompanhado pela mulher, Begoña Gómez, segundo precisaram essas mesmas fontes. Em Moncloa trabalhava-se na viagem desde a quinta-feira anterior, condicionada pelo facto de na segunda-feira estar agendada uma visita oficial a Argel, a primeira que realiza ao país norte-africano desde 2020.
Acabou por conseguir a equipa do presidente compatibilizar ambos os compromissos: assim que terminar o jogo, Sánchez voará diretamente para a Argélia, onde cumprirá a agenda institucional ao longo de segunda-feira.
Não é a primeira vez que a sua presença num jogo da seleção gera dúvidas nesta fase final do torneio. O presidente também não viajou para a meia-final com a França, disputada na terça-feira em Arlington devido ao incêndio de Almería; nesse dia encontrava-se em Paris, onde participou nas comemorações do Dia Nacional francês e se reuniu com o presidente da câmara da capital.
Espanha: o caminho até à final
A seleção orientada por Luis de la Fuente chega a esta final depois de um torneio praticamente sem sobressaltos. Depois de superar a fase de grupos, Espanha iniciou a fase a eliminar com uma vitória por 3-0 frente à Áustria, com um bis de Mikel Oyarzabal, resultado que devolveu a equipa aos oitavos de final pela primeira vez desde o título de 2010.
Nos oitavos, esperava Portugal, num dos cruzamentos mais acompanhados do campeonato. O encontro decidiu-se pela margem mínima, 1-0, com um golo de Mikel Merino que, além disso, confirmou a eliminação de Cristiano Ronaldo naquela que foi a sua última participação em Mundiais. Nos quartos de final, a Bélgica quebrou a série de jogos sem sofrer golos de Unai Simón com um tento de Charles De Ketelaere, mas Espanha respondeu com golos de Fabián Ruiz e, novamente, Merino, fixando o 2-1 final.
A meia-final frente à França, apontada por grande parte da imprensa especializada como principal favorita ao título, terminou com um expressivo 2-0. Oyarzabal inaugurou o marcador de grande penalidade, após falta sobre Lamine Yamal, e Pedro Porro sentenciou o encontro na segunda parte. Com esse resultado, Espanha vai disputar a sua segunda final de um Mundial, dezasseis anos depois de erguer o único troféu, na África do Sul.
Final com peso histórico
Pela frente estará a Argentina, atual campeã do mundo e carrasca de Inglaterra numa meia-final decidida já nos descontos graças a um golo de Lautaro Martínez, depois de uma reviravolta liderada por Lionel Messi. O encontro, marcado para as 21h00 deste domingo, será a primeira final de um Mundial entre duas seleções de língua espanhola desde 1930.