Segundo a imprensa norte-americana, Andrew Tate procurou também estreitar relações com dois filhos do líder da Casa Branca, Donald Trump Jr. e Barron Trump
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, não vai travar a extradição do influenciador Andrew Tate e do irmão Tristan para o Reino Unido, onde enfrentam acusações de crimes sexuais, anunciou a Casa Branca esta quinta‑feira.
“Não”, respondeu a porta‑voz da Casa Branca, Karoline Leavitt, durante uma conferência de imprensa, quando questionada se Trump ou a administração pretendiam intervir no processo de extradição dos irmãos.
O secretário de Estado, Marco Rubio, afirmou igualmente que a administração não terá qualquer papel no caso.
Andrew Tate, misógino assumido, e o irmão Tristan foram detidos pelas autoridades norte‑americanas em Miami no sábado, numa ação que o advogado deles descreveu como “politicamente motivada”. Os irmãos contestam a extradição.
Os dois compareceram na segunda‑feira perante um tribunal federal norte‑americano, vestidos com uniformes de prisão e algemados.
Documentos judiciais divulgados na segunda‑feira detalham as acusações apresentadas por três mulheres. Uma delas acusa Tristan Tate de violação e agressão durante uma relação de longa duração iniciada em 2012, incluindo alegadas agressões enquanto estava inconsciente.
As outras duas acusam Andrew Tate de violação e agressão em episódios de 2014 e 2015, depois de o terem conhecido através de um negócio de webcams e de uma aplicação de encontros.
Os irmãos Tate, que manifestaram publicamente apoio a Trump, são figuras de destaque na “manosphere” online, uma rede de influenciadores frequentemente associada a conteúdos hipermasculinos que teve um papel na mobilização de alguns jovens eleitores do sexo masculino durante as eleições presidenciais norte‑americanas de 2024.
A justiça marcou nova audiência para 27 de julho. Um juiz distrital decidirá se estão reunidas as condições legais para a extradição.