Apesar das mudanças na organização e da crise energética, o 32.º Festival Sziget já arrancou este ano.
Devido a uma política de redução de custos, desta vez talvez haja menos estrelas internacionais a marcar presença no Festival Sziget, mas os organizadores conseguiram fazer esquecer a sua ausência com programas culturais diversos.
Jenna Jalonen, diretora artística e de programação, revelou que, este ano, voltaram a dedicar um palco especificamente à música húngara, em colaboração com o Budapest Park.
"Uma área em que haverá grandes avanços é a das artes performativas. O Jardin des Arts [Jardim das Artes] aguarda os visitantes com dois palcos, uma área vasta e instalações técnicas únicas. Haverá também muitas atuações que nunca foram vistas na Hungria", continuou Jenna Jalonen na sua apresentação do festival.
O primeiro dia do Sziget deste ano foi dedicado à obra de János Bródy. Mais de 50 artistas interpretaram cerca de 70 sucessos do lendário cantor e compositor. Todas as faixas etárias tiveram motivos para se alegrarem. Entre outros, Gyula Deák Bill cantou a peça "István a Király" tal como há 43 anos, enquanto os WellHello transformaram a canção "Ezek ugyanazok" num rap moderno.
O vocalista dos Quimby, Tibi Kiss, interpretou, juntamente com Gábor Presser, o hino do beat húngaro, "Az utca".
"O János possui um repertório que é raro mesmo a nível internacional. É espantosa a obra tão vasta e completa que criou e que continua a criar até aos dias de hoje. Trata-se, sem dúvida, de um feito extraordinário. Conseguiu tocar em muitos aspetos do espírito da sociedade. Tem canções revolucionárias e também canções de amor", explicou Tibi Kiss, justificando a sua admiração por Bródy.
E a verdadeira agitação só agora começa. A "Ilha da Liberdade" aguarda os seus cidadãos temporários com mais de mil eventos, distribuídos por 50 palcos, ao longo de cinco dias. Os organizadores esperam meio milhão de visitantes.