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Presidente de Ceuta pede centros de detenção para migrantes

Imigrantes que atravessaram de Marrocos para Espanha fazem fila para receber alimentos numa praia do enclave espanhol de Ceuta, em 3 de agosto de 2026.
Imigrantes que atravessaram de Marrocos para Espanha fazem fila para receber alimentos numa praia do enclave espanhol de Ceuta, a 3 de agosto de 2026 Direitos de autor  AP Photo/Bernat Armangue
Direitos de autor AP Photo/Bernat Armangue
De Christina Thykjaer & Euronews en español
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Juan José Vivas exige que o governo espanhol assuma o "comando único" da crise e crie centros de detenção para imigrantes. Isto numa altura em que o executivo nacional mantém em 72.000 o número de entradas em Ceuta.

O governo espanhol mantém em 72.000 o número de imigrantes que entraram de forma irregular em Ceuta durante a entrada massiva no território, que teve início a 30 de julho, a partir de Marrocos. Fontes do executivo esclareceram este número depois de algumas declarações do ministro da Política Territorial e da Memória Democrática, Ángel Víctor Torres, terem inicialmente levado a situá-lo em 80.000.

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De acordo com o esclarecimento do governo espanhol, Torres não estava a elevar o balanço das chegadas para 80.000, mas sim a utilizar esse número para ilustrar a magnitude da crise, comparando o volume de pessoas que chegaram com a população total de Ceuta, que ronda os 80.000 habitantes. O balanço oficial das entradas irregulares mantém-se, portanto, em 72.000.

Torres classificou o que aconteceu como uma "emergência tremenda" e garantiu que o executivo continuará a trabalhar para restabelecer a normalidade na cidade autónoma.

Em Ceuta, centenas de menores faziam fila desde as 5h00 da manhã de segunda-feira para se registarem e solicitarem ajuda. Cerca de 1.400 menores não acompanhados registaram-se, até ao momento, na cidade. Entretanto, o ministro da Política Territorial garantiu que a prioridade é conseguir "o reagrupamento familiar" nos seus países de origem ou em Espanha.

Vivas pede centros de detenção para os migrantes

O presidente da Cidade Autónoma de Ceuta, Juan José Vivas, apelou para que o governo assuma "o comando único" da situação e solicitou a criação de centros de detenção para os imigrantes que ainda permanecem em Ceuta.

Vivas pediu ao governo central que crie "com caráter de urgência" um novo centro de acolhimento para estrangeiros, onde os imigrantes permaneçam com a liberdade de circulação restringida enquanto se tramitam os seus processos de expulsão. O presidente de Ceuta defende que a medida deve ser da competência do Estado e garante a colaboração do executivo autónomo.

Vivas associa a criação do novo centro à necessidade de recuperar, na sua opinião, a sensação de segurança em Ceuta. Após se reunir com o ministro da Política Territorial, Ángel Víctor Torres, o presidente de Ceuta afirmou que a presença de milhares de pessoas em situação de sem abrigo que vagueiam pelas ruas representa um risco para a convivência.

Ceuta mantém-se em alerta perante receio de nova entrada massiva

A atualização dos números surge num momento em que Ceuta ainda tenta recuperar a normalidade e as autoridades se preparam para a possibilidade de uma nova tentativa de entrada massiva. Há já vários dias que circula nas redes sociais um apelo para atravessar a fronteira a partir de Marrocos no próximo dia 15 de agosto, o que levou ao reforço das medidas preventivas.

A preocupação com uma possível repetição do que aconteceu a 30 de julho levou também à adoção de medidas extraordinárias para garantir a disponibilidade de efetivos. A Guardia Civil suspendeu temporariamente a concessão de novas autorizações, férias e licenças aos agentes destacados em Ceuta e Melilha, embora a medida não afete aqueles que já tinham sido autorizados.

Paralelamente, o Comando Geral de Ceuta cancelou as licenças dos militares destacados na cidade autónoma a partir de quinta-feira, 13 de agosto, e até nova ordem, salvo em casos excecionais devidamente justificados.

As medidas refletem o nível de alerta que se mantém na fronteira, menos de duas semanas após uma afluência sem precedentes. As autoridades procuram agora evitar que um novo episódio de pressão migratória volte a colocar à prova os serviços e recursos da cidade autónoma.

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