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Estados Unidos: mercados mundiais mistos com subida de petróleo e ouro antes de dados da inflação

Imagem de arquivo - Operadores cambiais trabalham na sala de negociação de divisas da sede do Hana Bank em Seul, Coreia do Sul, 12 ago. 2026. (AP/Ahn Young-joon)
ARQUIVO – Operadores cambiais trabalham na sala de operações da sede do Hana Bank em Seul, Coreia do Sul, quarta-feira, 12 de agosto de 2026. (AP Photo/Ahn Young-joon) Direitos de autor  Copyright 2026 The Associated Press. All rights reserved.
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De Una Hajdari
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Preços do petróleo sobem e Wall Street recua dos máximos, enquanto o índice Kospi da Coreia do Sul dispara mais de 4% com nova procura de chips, numa altura em que os mercados aguardam dado crucial sobre a inflação nos EUA

Os preços do petróleo subiram e as bolsas mundiais registaram comportamentos mistos esta quarta‑feira, com as ações asiáticas maioritariamente em alta, mesmo com Wall Street a afastar‑se ainda mais dos máximos históricos da semana passada, numa altura em que os investidores aguardam um dado crucial sobre a inflação nos Estados Unidos e procuram sinais de avanço nas estagnadas negociações sobre a guerra com o Irão.

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O preço do barril de Brent, a referência internacional, subia 0,9%, para 89,67 dólares, no início da manhã de quarta‑feira. O crude de referência nos EUA ganhava 0,9%, para 83,98 dólares.

O ouro avançava 0,8%, para 4 400,44 dólares por onça, enquanto a prata subia 1%, para 65,30 dólares por onça.

O Irão rejeitou uma declaração do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que sugeriu que, uma vez que Teerão procura compensações como parte de eventuais conversações para pôr fim à guerra, Washington exigiria o mesmo.

Os Estados Unidos e Israel atacaram o Irão no final de fevereiro, num ataque que levou ao encerramento do estreito de Ormuz e deixou grande parte do petróleo mundial retido no Médio Oriente. Só no mês passado, o preço do Brent oscilou entre 72 e 102 dólares por barril.

Entretanto, um ataque de rebeldes huthis apoiados pelo Irão contra um navio no estreito de Bab el‑Mandeb, ao largo do extremo sul do Iémen, aumentou os receios de que a violência volte a reacender a guerra civil e agrave as ameaças às rotas marítimas da região.

O aumento do preço do petróleo agrava a inflação e fez subir o custo médio de um galão (3,8 litros) de gasolina comum nos EUA para 4,01 dólares, segundo a AAA, acima dos menos de 3,14 dólares registados há um ano.

Isto mantém a atenção de Wall Street focada em quarta‑feira, dia em que o governo norte‑americano divulga a mais recente leitura mensal da inflação. Os economistas esperam que os dados mostrem uma descida da inflação para 3,4% em julho, face aos 3,5% de junho.

Na terça‑feira, o S&P 500 caiu 0,3%, a segunda queda ligeira desde que atingiu um máximo histórico na sexta‑feira. O Dow Jones Industrial Average recuou 184 pontos, ou 0,3%, e o Nasdaq Composite desvalorizou 0,6%.

Uma inflação mais moderada poderá aliviar a pressão sobre a Reserva Federal para voltar a subir as taxas de juro e travar a subida dos preços.

Taxas mais altas podem conter a inflação, mas também pesam sobre a economia dos EUA, ao encarecer o crédito para famílias e empresas e ao penalizar as cotações das ações e de outros investimentos.

Os rendimentos das obrigações do Tesouro norte‑americano dispararam desde o início da guerra com o Irão, impulsionados pelo encarecimento do petróleo e pelos receios de inflação, levando as taxas das hipotecas de longo prazo nos EUA para o nível mais alto em um ano.

Em Tóquio, o Nikkei 225 ganhou 0,6%, para 67 334,94 pontos.

Na Coreia do Sul, o Kospi disparou mais de 4%, para 6 597,90 pontos, impulsionado pela retoma das compras de fabricantes de chips. A Samsung Electronics ganhou 7,7% e a produtora de memórias SK Hynix subiu 7,1%.

O Taiex, em Taiwan, avançou 0,8%.

O índice Shanghai Composite somou 0,3%, para 3 946,51 pontos, enquanto o Hang Seng, em Hong Kong, recuou 1,2%, para 25 352,13 pontos.

Na Austrália, o S&P/ASX 200 perdeu 0,6%, para 9 197,00 pontos.

Noutros negócios iniciais de quarta‑feira, o dólar subiu para 159,41 ienes, face aos 159,30 ienes. O euro desvalorizou para 1,1535 dólares, a partir de 1,1544 dólares.

Outras fontes • AP

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