A realização do festival Sziget esteve várias vezes em risco, mas, no final, nem mesmo a crise energética conseguiu impedir que centenas de milhares de pessoas se divertissem na Ilha Hajógyári.
Em plena onda de calor e no meio de uma crise energética, arrancou o maior evento de música da Hungria, o Festival Sziget. Apesar de muitos terem pedido o cancelamento do evento para reduzir o consumo, nem a central nuclear de Paks foi desligada nem o Sziget deixou de se realizar.
Mas o principal organizador, Károly Gerendai, tranquilizou toda a gente: dispõem de geradores próprios suficientes para que o abastecimento de eletricidade e de água esteja totalmente garantido. Neste momento, apenas os banhistas podem alegrar-se com o baixo nível das águas do Danúbio.
A praia criada na ponta norte da Ilha Hajógyári evoluiu, devido à seca, de um pequeno banco de areia para uma verdadeira praia, onde os festivaleiros podem refrescar-se neste período de calor intenso.
Os organizadores prepararam-se também para temperaturas de 40 graus. Foram instalados pontos de água potável e sistemas de nebulização em vários locais. No entanto, o pó continua a causar sérios problemas, pelo que muitos festivaleiros tentam cobrir o rosto com máscaras ou lenços.
O presidente da câmara de Budapeste, Gergely Karácsony, disse à Euronews que as últimas semanas demonstraram que é necessário preparar o Sziget para os desafios causados pelo aquecimento global.
Os festivaleiros podem finalmente respirar de alívio, já que, durante o resto da semana, a temperatura poderá, por vezes, descer abaixo dos 20 graus.