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Panamá: navio-tanque paga recorde de 5,3 milhões de dólares para cruzar o canal em seca do El Niño

Gruas carregam e descarregam contentores de navios de carga no porto de Balboa, no Canal do Panamá, na Cidade do Panamá. 24 de julho de 2026
Gruas carregam e descarregam contentores de navios de carga no porto de Balboa, no canal do Panamá, na Cidade do Panamá. 24 de julho de 2026. Direitos de autor  Copyright 2026 The Associated Press. All rights reserved
Direitos de autor Copyright 2026 The Associated Press. All rights reserved
De Greta Ruffino
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Os principais utilizadores do canal construído pelos Estados Unidos são os Estados Unidos, a China, o Japão, o Chile e a Coreia do Sul.

Um navio-tanque que transporta gás de petróleo liquefeito pagou um valor recorde de 5,3 milhões de dólares (4,5 milhões de euros) por uma passagem prioritária pelo Canal do Panamá, antecipando as restrições associadas ao El Niño, afirmou na quinta-feira à AFP o subadministrador da via marítima.

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A empresa sul-coreana SK Gas pagou o montante recorde para que o navio G. Spirit atravesse o canal a 1 de setembro, dois dias antes de as autoridades reduzirem o número de passagens diárias devido ao fenómeno meteorológico El Niño, avançou a Bloomberg.

Panamá declarou na terça-feira estado de emergência devido ao El Niño, numa altura em que uma seca intensa na região continua a reduzir as reservas de água necessárias ao funcionamento do canal.

Os défices de precipitação chegaram aos 60% na costa do Pacífico do país, enquanto 11 bacias hidrográficas já enfrentam stress hídrico.

A América Central vive uma seca severa impulsionada pelo El Niño, um padrão climático que aquece as temperaturas da superfície no Pacífico equatorial central e oriental, provocando alterações globais nos ventos, na pressão atmosférica e na pluviosidade.

Os navios costumam reservar a passagem pelo Canal do Panamá com bastante antecedência, enquanto os que não têm reserva enfrentam uma espera média de cinco dias. As vagas de última hora podem também ser obtidas através de leilão.

Um navio de carga atravessa as eclusas de Cocolí do Canal do Panamá, domingo, 9 de agosto de 2026, na Cidade do Panamá.
Um navio de carga atravessa as eclusas de Cocolí do Canal do Panamá, domingo, 9 de agosto de 2026, na Cidade do Panamá. AP Photo

A Autoridade do Canal do Panamá indicou que o preço médio pago em leilão entre outubro de 2025 e fevereiro de 2026 foi de cerca de 55 mil dólares (47 mil euros).

Em abril, porém, um navio que transportava gás natural liquefeito pagou 4 milhões de dólares (3,4 milhões de euros) para furar a fila e evitar atrasos, numa altura em que a guerra no Médio Oriente aumentava a procura de transporte de carga vital através do canal.

A via marítima, que canaliza cerca de 5% do comércio marítimo mundial, vai reduzir as passagens diárias de 36 para 34 a partir de 3 de setembro, antes de as cortar ainda mais, para 32, mais para o fim do mês.

Em 2023, o nível da água nos lagos que alimentam o canal desceu tanto que os operadores da via reduziram o número de passagens diárias de navios de 38 para 22.

Prevê-se que o El Niño se intensifique nos próximos meses, com efeitos que poderão prolongar-se até maio de 2027.

Outras fontes • AFP

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