Uma junta militar governa o Níger há três anos, mas continua sem conseguir travar a violência jihadista.
Tiros ecoaram durante a noite em várias zonas de Niamey, capital do Níger, numa altura em que circulavam relatos de um ataque ao palácio presidencial.
A origem dos disparos não foi de imediato esclarecida.
Bana Wagana Ibrahim, membro do Conselho Consultivo do Níger, divulgou um comunicado no sábado em que afirma: “Perante os acontecimentos em curso, mantenhamos a calma e evitemos partilhar informações não verificadas.”
“As nossas forças de defesa e segurança foram mobilizadas para a defesa da pátria”, lê-se ainda no texto.
Ibrahim já antes tinha condenado o que descreveu como “mais um ataque cobarde” contra a base aérea militar 101, mas acrescentou que a situação estava “sob controlo”.
“Mais uma vez, as nossas forças de defesa e de segurança estiveram à altura do desafio”, escreveu numa publicação nas redes sociais.
Entretanto, uma fonte de segurança disse à agência AFP que a guarda presidencial do Níger travou “insurgentes oriundos das próprias forças armadas” que tentaram entrar no palácio presidencial em Niamey no sábado.
Habitantes relataram ainda à AFP que a televisão estatal do país da África Ocidental esteve sem emissão no sábado, exibindo apenas um ecrã negro em vez da programação habitual.
Um morador disse ter ouvido “tiros de arma pesada e explosões” na Base 101. Várias outras testemunhas confirmaram este relato.
Outro residente afirmou ter ouvido “rajadas de tiros” por volta das 7 horas locais.
“Fui comprar carregamento para o telemóvel. Vi um veículo militar a dirigir-se para a base que teve de voltar para trás”, acrescentou. “As armas que estamos a ouvir não são do tipo que os terroristas em motas conseguem transportar. Os combates não pararam desde ontem à noite.”
Uma junta militar governa o Níger há três anos, mas tem tido dificuldades em travar a violência jihadista.
Jihadistas já atacaram o aeroporto de Niamey duas vezes este ano. O grupo Estado Islâmico no Sahel atacou em janeiro e o Grupo de Apoio ao Islão e aos Muçulmanos atacou em junho.