Loader
Encontra-nos
Publicidade

Inflação na zona euro sobe para 3,3% em agosto com subida dos preços da energia

Arquivo – Preços da gasolina são exibidos num posto de combustível em Munique, Alemanha, domingo, 5 de abril de 2026
Arquivo - Preços dos combustíveis afixados num posto de combustível em Munique, Alemanha, domingo, 5 de abril de 2026 Direitos de autor  AP Photo/Matthias Schrader
Direitos de autor AP Photo/Matthias Schrader
De Doloresz Katanich
Publicado a Últimas notícias
Partilhar Comentários Siga a Euronews no Google
Partilhar Close Button
Copiar/colar o link embed do vídeo: Copy to clipboard Link copiado!

A inflação na zona euro aumentou acentuadamente em agosto, com os preços da energia a subirem mais de 14% face a igual mês do ano passado, segundo o Eurostat.

A inflação na zona euro subiu para 3,3% em agosto de 2026, face a 2,9% em julho, segundo uma estimativa rápida do Eurostat, o serviço de estatística da União Europeia.

PUBLICIDADE
PUBLICIDADE

O aumento foi impulsionado sobretudo pela energia, numa altura em que os preços mundiais do petróleo e do gás disparam com a guerra no Irão e a perturbação do transporte marítimo através do estreito de Ormuz. Os preços da energia aumentaram 14,3% no ano até agosto, acelerando face aos 10,3% registados em julho.

Leo Barincou, economista sénior da Oxford Economics, afirma: “Este movimento resulta de uma recuperação do custo dos combustíveis após o novo encerramento do estreito de Ormuz, enquanto as pressões subjacentes sobre os preços se mantiveram contidas graças à descida da inflação nos serviços. A inflação deverá permanecer bastante acima da meta durante o próximo ano, à medida que os preços mais elevados do gás e dos produtos alimentares acrescentam pressão sobre o índice.”

Os preços dos produtos alimentares, álcool e tabaco aumentaram 1,2%, valor inalterado face a julho. A inflação nos serviços, indicador mais persistente e seguido de perto pelo BCE, abrandou de 3,3% para 3,0%.

Em termos mensais, o conjunto dos preços na zona euro aumentou 0,4% em agosto, com a energia a subir, só por si, 2,9%.

Em paralelo, a inflação subjacente, que exclui energia, produtos alimentares, álcool e tabaco, desceu ligeiramente de 2,5% para 2,4%. O movimento sugere que o aumento dos custos energéticos ainda não se disseminou de forma ampla pelos serviços e restante cabaz.

Entre os países da zona euro incluídos na estimativa rápida de agosto, a Lituânia registou a taxa de inflação mais elevada, de 5,8%, enquanto a Estónia apresentou a mais baixa, de 1,3%.

Entre as maiores economias, as taxas de inflação em França e na Alemanha, de 2,7% e 2,9 %, respetivamente, mantiveram-se abaixo da taxa agregada da zona euro. França, no entanto, registou uma subida assinalável, de 2,4% para 2,7%. Espanha destacou-se com uma inflação de 4,5%, bem acima da média da zona euro, enquanto a taxa italiana atingiu 3,2%.

Quanto a Portugal, a taxa de inflação anual terá subido para os 3,6% em agosto, depois de se ter mantido nos 3,1% entre maio e julho, segundo esta estimativa do Eurostat.

A inflação na zona euro permanece significativamente acima da meta de 2% do Banco Central Europeu. Os mercados antecipam que o BCE aumente as taxas de juro em 0,25 pontos percentuais na reunião de 10 de setembro, numa tentativa de conter as pressões sobre os preços.

“Com a inflação ainda a acelerar, o BCE tem praticamente garantida uma nova subida na reunião da próxima semana, em linha com as nossas expectativas”, diz Barincou.

“No entanto, ao contrário dos mercados, consideramos que ainda é cedo para inscrever um terceiro aumento, sobretudo tendo em conta que, para já, as pressões subjacentes sobre os preços permanecem contidas”, acrescentou.

Ir para os atalhos de acessibilidade
Partilhar Comentários Siga a Euronews no Google

Notícias relacionadas

Alemanha: inflação sobe para 2,9% em agosto, abaixo do esperado

Preços do gás na Europa sobem acima de 70 € com novos combates no Médio Oriente

Preços do petróleo sobem com novos ataques dos EUA e Irão