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Estados Unidos: petróleo ronda os 100 dólares e obrigações têm pior trimestre desde 1994

ARQUIVO. Justin Kanda trabalha no piso da Bolsa de Nova Iorque, em Nova Iorque, 14 set. 2026
ARQUIVO. Justin Kanda trabalha no recinto da Bolsa de Nova Iorque, em Nova Iorque, 14 set. 2026 -  Direitos de autor  AP Photo/Seth Wenig
Direitos de autor AP Photo/Seth Wenig
De Quirino Mealha
Publicado a •Últimas notícias
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Preços do petróleo sobem acima dos 100 dólares por barril, sem acordo EUA-Irão à vista, ações europeias recuam e obrigações do Tesouro dos EUA saem do pior trimestre desde 1994, com juros a 10 anos no máximo desde 2007

Os preços do petróleo recuaram nas negociações asiáticas de quinta-feira, mas recuperaram na manhã europeia, à medida que os investidores ponderavam a retoma dos carregamentos de crude do Golfo Pérsico face à ausência de um acordo para pôr fim à guerra com o Irão.

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À hora de redação, o Brent, referência internacional, avançava 2,6 %, um pouco acima dos 100 dólares por barril, enquanto o West Texas Intermediate, referência norte-americana, ganhava também 2,6 %, para cerca de 92,80 dólares.

As exportações de crude a partir do Golfo voltaram a aproximar-se dos níveis anteriores à guerra, enquanto a Arábia Saudita já reabilitou parcialmente o seu oleoduto Este-Oeste, que contorna o estreito de Ormuz.

O Irão declarou na quarta-feira que recebeu uma resposta dos Estados Unidos à sua proposta de reabrir o estreito caso Washington levante o bloqueio aos portos iranianos, liberte ativos congelados e alivie as atuais sanções ao petróleo.

“Faremos todos os esforços para levar o acordo a bom termo”, afirmou o Presidente iraniano, Masoud Pezeshkian.

Mais direto foi o tom do Presidente norte-americano, Donald Trump.

“Ou destruímo-los ou fazemos um acordo”, disse Trump a jornalistas, no Salão Oval, ao final da noite de quarta-feira, acrescentando que a guerra terminaria “muito em breve”, de uma forma ou de outra.

Prevê-se que a OPEC+ mantenha inalteradas as metas de produção para novembro na reunião de domingo, segundo delegados citados pela Bloomberg.

Tudo isto acontece numa altura em que os riscos para a navegação se mantêm elevados: três navios foram atingidos no estreito na terça-feira, de acordo com as autoridades marítimas britânicas.

Europa recua, ações de chips impulsionam Ásia e obrigações dos EUA vacilam

Na Europa, as bolsas abriram em queda esta quinta-feira.

O índice Euro Stoxx 50 descia cerca de 1 % nas primeiras negociações, enquanto o mais abrangente Stoxx 600 pan-europeu recuava 1,5 %.

O FTSE 100 do Reino Unido, o CAC 40 de França, o DAX da Alemanha, o FTSE MIB de Itália, o IBEX 35 de Espanha e o AEX dos Países Baixos negociavam todos entre 1 % e 2 % abaixo.

Os investidores avaliam uma inflação de setembro mais forte do que o previsto na Alemanha, França e Itália, impulsionada pelo choque energético.

Na Ásia, o Nikkei 225 japonês avançou quase 2 %, com os fabricantes de chips a valorizarem depois de a norte-americana Micron, produtora de memória, ter antecipado resultados melhores do que o esperado.

O Kospi da Coreia do Sul ganhou também mais de 2 %, depois de as exportações de setembro terem disparado 83,5 % face ao ano anterior, para um máximo mensal, apoiadas pelas vendas de semicondutores. Os mercados da China continental e de Hong Kong estiveram encerrados devido aos feriados do Dia Nacional.

Em Wall Street, o S&P 500 caiu 0,3 %, o Dow Jones Industrial Average perdeu 0,9 % e o Nasdaq Composite subiu ligeiramente 0,2 % na quarta-feira, com o S&P 500 a encerrar setembro com uma perda mensal.

Dados de inflação dos Estados Unidos mais fracos do que o previsto reduziram inicialmente a probabilidade de uma subida de juros em outubro para cerca de 38 %, face a aproximadamente 50 %, segundo a ferramenta FedWatch da CME, mas números de crescimento mais fortes acabaram por pesar nas ações.

O juro das obrigações do Tesouro norte-americano a dez anos tocou 5,3 %, o valor mais elevado desde 2007, coroando a maior subida trimestral desde 1994. À hora de fecho deste texto, os futuros norte-americanos negociavam estáveis.

Os investidores focam-se agora no relatório de emprego de setembro nos Estados Unidos, a divulgar na sexta-feira.

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