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Há mais trabalho e melhores salários nos Estados Unidos

Há mais trabalho e melhores salários nos Estados Unidos
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De  Francisco Marques
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Os Estados Unidos registaram em outubro uma subida acentuada na criação de emprego, sem contar com o setor agrícola. Os salários também revelaram uma

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Os Estados Unidos registaram em outubro uma subida acentuada na criação de emprego, sem contar com o setor agrícola. Os salários também revelaram uma melhoria de 9 cêntimos no valor da hora de trabalho.

Por outro lado, o relatório laboral revelado esta sexta-feira pelo Departamento do Trabalho norte-americano coloca o desemprego na maior economia do Mundo nos 5 por cento (7,9 milhões de norte-americanos registados no desemprego) — uma queda de 0,7 por cento (1,1 milhões de pessoas) nos últimos 12 meses.

Payroll employment rises by 271,000 in October; jobless rate essentially unchanged (5.0%) https://t.co/1Y9cSWJUIB#JobsReport#BLSdata

— BLS-Labor Statistics (@BLS_gov) 6 novembro 2015

(“Folhas de pagamento do emprego crescem 271.000 em outubro; taxa de desemprego essencialmente inalterada (5 por cento)”)

De acordo com os dados revelado, só em outubro foram criados 271.000 postos de trabalho, sem contar com a agricultura e a pecuária. Um número superior à média de 230.000 novas vagas criadas em cada um dos 12 meses anteriores.

[ Consulte aqui, em PDF, o relatório de outubro do emprego nos Estados Unidos ]

Neste crescimento do emprego nos Estados Unidos, destaca-se o setor dos serviços profissionais e empresariais, com 78.000 novas vagas criadas em outubro, e o da saúde, com mais 45.000 vagas, seguido de perto pelo setor da venda a retalho, com 44.000 vagas, e dos serviços de alimentação e bebidas, com 42.000. Em sentido contrário, o setor mineiro norte-americano registou, só em outubro, a perda de 5.000 postos de trabalho.

A média da semana de trabalho no setor privado não-agrícola foi, em outubro, de 34.30 horas. O valor médio da hora de trabalho para todos os empregados, à exceção do setor agrícola privado, subiu 9 cêntimos e fixou-se nos 25,20 dólares (cerca de 23,20 euros/ hora). O valor da hora de trabalho subiu cerca de 2,5 por cento no último ano.

Os dados relativos a agosto e setembro foram, entretanto, revistos. Ao contrário dos anunciados 136.000 novos postos de trabalho, agosto registou 153.000, mas setembro baixou dos 142.000 para os 137.000. Com estas revisões, o emprego nos Estados Unidos subiu cerca de 12.000 face às anteriores estimativas, concluindo-se que, nos últimos 3 meses, os norte-americanos ganharam em média 187.000 novas vagas por mês.

Os números agora revelados pelo Departamento do Trabalho podem convencer a Reserva Federal norte-americana a subir, em dezembro, a taxa de juros de referência, que se mantém há anos em valores próximos de “zero”, numa medida que visava estimular a recuperação económica dos Estados Unidos após a crise financeira de 2008.

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